Política

Flávio Álves de Potirendaba (SP) é condenado por distribuir cestas básicas durante campanha eleitoral

autor: Luiz Aranha

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A Justiça Eleitoral condenou o ex-prefeito de Potirendaba (SP), Flávio Alves (PSD), por distribuir cestas básicas durante a campanha eleitoral de 2020. Ele e o então candidato a vice, Vanderley Uga Neto (Progressistas), ficam inelegíveis por oito anos.

De acordo com a sentença do juiz eleitoral, Flávio Artacho, a ação de investigação eleitoral foi movida pelo Ministério Público a pedido da coligação Tempo de Liberdade. Para o magistrado, Flávio fez o uso indevido do seu poder de autoridade para distribuir cestas básicas em quantidades atípicas e, abusando do poder econômico.

Segundo a ação, o grupo político teria organizado pontos na cidade para distribuição, por candidatos a vereadores integrantes de sua Coligação, uma quantia em dinheiro a eleitores vindos de outras cidades, sendo parte para custear os gastos deles com combustível e parte como recompensa por votarem em Flávio.

Na defesa eles alegaram que a distribuição de cestas básicas beneficiou famílias previamente cadastradas no CRAS e não teve nenhum escopo eleitoral, sendo que as demais acusações não são verdadeiras, inexistindo prova cabal a respeito.

Com isso, a Justiça constatou que foram distribuídas, por intermédio do CRAS, cestas básicas apenas do mês de agosto até novembro de 2020, período eleitoral, para as 125 famílias identificadas. Na ação diz ainda que cestas básicas foram entregues também pela Coordenadoria Municipal de Assistência Social, diretamente em domicílio. Através do Portal da Transparência, a Justiça encontrou o pagamento de R$ 1.360.653,46 para um único fornecedor, dono de um supermercado da cidade.

“Valendo ressaltar que a maior parte daquela expressiva importância se refere ao período de 3 de setembro a 29 de dezembro, em que os pagamentos superaram significativamente os ocorridos no restante do ano. Irregularidade que, por si só, comprova o uso indevido do poder de autoridade por Flávio, com o claro escopo de se beneficiar como candidato à reeleição”, diz o juiz em trecho de sua decisão.

Em sua sentença, o juiz então condenou Flávio e Vanderley pela inelegibilidade durante oito anos.

Procurado pela Gazeta, Flávio disse que está tranquilo e que vai recorrer da decisão, pois tem convicção de que a sentença será reformada.