São José do Rio Preto

Conselho Tutelar recolhe menino vítima de maus-tratos em S. J. do Rio Preto (SP)

autor: Luiz Aranha/Gazeta do Interior

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O Conselho Tutelar recolheu um menino de 4 anos que sofria maus-tratos na madrugada desta quinta-feira (25/11/2021), em São José do Rio Preto (SP). A Vara da Infância e Juventude vai decidir o destino da criança que foi recolhida para uma casa abrigo.

Segundo informações do boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados por volta da meia noite para comparecem em um posto de combustíveis, onde estava acontecendo um desentendimento. No local, os PMs encontraram o menino de 4 anos, o pai dele, de 24 anos, a avó materna, de 43 anos e o irmão do padrasto do menino, de 34 anos.

O pai contou para a polícia que manteve um relacionamento com a mãe do menino e que já estão separados, onde, em comum acordo, decidiram que ele ficaria com a mãe. Ele afirma que a criança tem sido vítima de maus-tratos e que o autor seria o padrasto.  

Para a polícia o homem contou que o irmão do padrasto do menino enviou fotos das nádegas da criança, onde é possível identificar marcas vermelhas, que segundo o homem, foram causadas pelo seu próprio irmão, que teria batido na criança.

Ainda segundo o BO, o pai afirmou que veio da cidade de Ituverava (SP) para tentar convencer a ex-companheira a lhe deixar levar o menino, onde ficou várias horas tentando convencê-la, porém, quando ele chegou no posto, a mulher e seu atual companheiro saíram do local a pé e deixaram a criança com a avó. Em seguida todos foram levados para a Central de Flagrantes da cidade.

No local, uma Conselheira Tutelar conversou com a avó materna, que disse ter a guarda da criança, porém, não apresentou documentos. Conversou ainda com o pai, que manifestou interesse em ficar com a criança.

Diante dos fatos, em razão da circunstância excepcional e urgente envolvendo a criança, a Conselheira deliberou que o menino fosse recolhido provisoriamente em uma Casa de Passagem. O caso será encaminhado para a Vara da Infância e Juventude de Rio Preto, onde o juiz, Evandro Pelarin, tomará as medidas cabíveis.

Para a Gazeta, a avó materna disse que criou o menino desde pequeno e que já está tentando pegar o menino de volta. O pai da criança não atendeu nossas ligações para comentar o assunto.