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Justiça arquiva processo contra mulher suspeita de extorquir padre de Pindorama (SP)

autor: Luiz Aranha/Gazeta do Interior

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A Justiça de Catanduva (SP) decidiu arquivar o processo contra uma mulher de 26 anos suspeita de extorquir um padre de Pindorama (SP). A jovem foi presa em setembro desse ano depois de exigir R$ 20 mil para não divulgar as conversas íntimas que o pároco tinha com o marido dela.

A promotora de justiça, Heloisa Gaspar Martins Tavares, opinou pelo arquivamento e a justiça concordou. Apesar de as partes confirmarem a negociação, as autoridades entenderam que não houve crime de ameaça, condição inerente para que se configure o crime de extorsão.

“A ameaça de noticiar à comunidade sobre as mensagens e encontros íntimos realizados pela vítima que, frise-se, é padre, não se trata de mal injusto. Aliás, trata-se de fato real. De fato, ele rompeu seus votos ao relacionar-se intimamente com outra pessoa. Não há inverdade nisso. Se o fez, assuma o que fez, que não precisará ceder à vantagem exigida por outrem”, disse a Promotora.

No processo, o homem que supostamente teria trocado fotos íntimas com o padre diz conhecer o padre e relatou que, há, aproximadamente, 8 meses, trocou mensagens com a vítima, via Whatsapp, tendo, inclusive, saído com ele por três vezes, oportunidade em que mantiveram relações sexuais, tendo cobrado o valor de R$ 200,00 por cada encontro.

Disse, ainda, ter enviado fotos íntimas para a vítima, em que estava nu. Afirmou, no entanto, nunca ter contado tais fatos para sua esposa ou qualquer outra pessoa, desconhecendo o fato de ela ter recebido dinheiro em troca de não divulgar tais fatos.

Já a mulher diz que ouvia comentários de diversas pessoas de que o pároco pagava para ter fotos de homens. Ela confirma que entrou em contato com o padre dizendo ter arquivos com conversas íntimas e de cunho sexual relacionadas a ele, exigindo a quantia de R$ 3.000,00 para não divulgar. Disse ainda que, posteriormente, entrou novamente em contato com o sacerdote e exigiu mais R$ 20.000,00 para não divulgar as conversas.

No processo, o sacerdote afirma ter tido conversas com o marido da suspeita via Facebook, tendo recebido fotos em que ele estava nu. Disse que, no mês de janeiro deste ano, o homem entrou em contato, novamente pelo Facebook, travando com ele conversas pelo Whatsapp, onde novamente ele lhe enviou fotos nu, tendo realizado alguns comentários íntimos.