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Região noroeste enfrenta estiagem de 140 dias

autor: Da Redação

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A região noroeste paulista já enfrenta 140 dias de uma estiagem severa. Além disso, as inúmeras queimadas fazem com que a qualidade do ar se torne uma das piores do estado de São Paulo, onde a Defesa Civil emitiu alerta para o baixo nível de umidade do ar e altas temperaturas para esta semana.

No inverno, é comum a umidade relativa do ar cair até abaixo dos 30%, porém, é algo preocupante, quando se sabe que o ideal, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), é que ela varie entre 50% e 80%. É por isso que, quando os níveis estão entre 20% e 30%, as regiões entram em estado de atenção. Segundo a Defesa Civil, nesta última segunda-feira (06/09), a umidade do ar ficou em 11% - uma das mais críticas.

Nossa região já enfrenta um período de estiagem de mais de quatro meses. A última chuva considerada ideal para a agricultura foi registrada pela Casa da Agricultura de Potirendaba no dia 18 de abril, contabilizando apenas 12 milímetros de chuva.

No mês de maio foram registrados apenas 8 milímetros de chuvas, junho 9 milímetros, julho 0 e agosto, até agora, 0 milímetros. De acordo com a Casa da Agricultura, chuvas para serem consideradas ideais para a lavoura precisam ultrapassar os 10 milímetros.

A semana começou com vários focos incêndios que fizeram com que nossa região amanhecesse coberta por fumaça. Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), ontem a região de Rio Preto registrou 68 microgramas de Material Particulado (MP) fino, com 2.5 micrômetros por metro cúbico de ar. Segundo a OMS, o ideal é de 10 microgramas de MP2.5 por metro cúbico de ar.

Com esse clima, pessoas com doenças respiratórias podem apresentar sintomas como tosse seca e cansaço. Já pessoas com doenças cardíacas ou pulmonares, a orientação é para que procurem reduzir esforço pesado ao ar livre.