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Brasil ultrapassa à marca de 100 milhões de doses de vacinas aplicadas

autor: Agência Brasil

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Segundo dados oficiais do Vacinômetro - ferramenta de dados do Ministério da Saúde que acompanha o ritmo de vacinação no Brasil - o país ultrapassou nesta última quarta-feira (30/06/2021) a marca de 100 milhões de doses aplicadas.

O Brasil é o 4º país do mundo em número absoluto de doses aplicadas. Segundo o Vacinômetro, o país registra 135.060.376 doses distribuídas para os estados e o Distrito Federal, com 101.476.804 doses tendo sido aplicadas. Destas, 74,3 milhões são relativas à primeira dose, enquanto 27,1 milhões correspondem à segunda dose ou dose única (no caso da vacina Janssen).

De acordo com o painel de dados, 2,2 milhões de doses foram aplicadas apenas em 24 horas. Os dados do Ministério da Saúde mostram que a região Sudeste - a mais populosa do Brasil - foi a que mais vacinou, com 40,8 milhões de doses aplicadas. Nordeste está em segundo, com 22,6 milhões de doses. Sul, Centro-Oeste e Norte seguem nas respectivas posições.

A vacina mais aplicada no Brasil é a Butantan Sinovac, que equivale à CoronaVac. Em segundo lugar está a vacina AstraZeneca, que é envasada pela Fiocruz e que deverá passar a ter fabricação nacional até 2022. A vacina ComiRNAty, da Pfizer/BioNTech, segue em terceiro. A vacina da Janssen está em quarto lugar, já que ainda não teve grande volume de entrega e é restrita, no momento, para grupos específicos.


Queda em ocupação de UTIs

A vacinação no estado de São Paulo já tem provocado efeitos sobre as internações por COVID-19, com queda nesse indicador. Há três dias consecutivos, o número de pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI) no estado tem ficado abaixo de 10 mil. Hoje, há 9.778 pacientes internados em UTIs e mais 10.419 internados em enfermarias. Apesar da queda, o número é ainda muito elevado, acima do pico da primeira onda da pandemia registrado em julho do ano passado.

Ontem, o estado registrou, pela primeira vez nos últimos três meses, uma taxa de ocupação de leitos de UTIs abaixo dos 75%. Em todo o estado, a taxa está em 74,8%, enquanto na Grande São Paulo está em 68,9%.

Também pela primeira vez, em nove semanas, o estado voltou a apresentar queda em todos os seus principais indicadores relacionados à pandemia. No número de casos, a queda foi de 7,1% na semana passada (25a semana epidemiológica) em relação à semana anterior. Já as internações, no mesmo período de comparação, caiu 8,9% e as mortes tiveram queda de 2,9%. A última vez que isso tinha ocorrido foi na 16ª semana epidemiológica, entre os dias 18 e 24 de abril. Essa queda nos três indicadores, segundo o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, é resultado da vacinação.

“Nossa previsão é que São Paulo já passou pela pior fase [da pandemia] e que agora, em função da imunização, vamos reduzir gradativamente o número de casos graves, de UTIs e de óbitos”, disse João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo.

Segundo dados do Centro de Contingência, 58% das pessoas internadas com a COVID-19 em janeiro deste ano tinham idade acima de 60 anos. Com o início da vacinação para essa faixa etária, em junho essa população representava 25% do número de internados no estado. Isso também foi observado quando se considera apenas os pacientes internados em UTIs: em janeiro, 61% dos pacientes internados em UTIs tinham mais de 60 anos de idade. Em junho, esse número caiu para 28%. Atualmente, mais da metade dos pacientes internados em São Paulo tem idades entre 40 e 59 anos, faixa etária que está sendo vacinada neste momento.