Potirendaba

Com 246 casos positivos de dengue, agentes encontram 75 focos do Aedes aegypti em Potirendaba (SP)

autor: Luiz Aranha

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A cidade de Potirendaba (SP) enfrenta uma epidemia de dengue com 246 casos positivos da doença e 75 focos de criadouros do mosquito Aedes aegypti. O município intensificou o combate, mas a população também precisa fazer sua parte.

A área com maior incidência de criadouros é a região central do município, onde os agentes encontraram 43 locais com larvas do inseto. Em seguida vem a região do bairro Jardim das Hortênsias com 15 locais, depois a região do Jardim dos Eucaliptos com 12 pontos e por último o bairro São Francisco, com 5 locais.

Mesmo em um período de estiagem, os casos de dengue continuam aumentando e os moradores precisam fazer o dever de casa que é cuidar do próprio quintal. De janeiro até agora já foram confirmados 246 casos positivos da doença e outros 880 notificados.

Potirendaba que já enfrenta epidemia de dengue, tem desempenhado uma série de ações de combate ao mosquito. Além das visitas casa a casa, que já ocorrem normalmente para encontrar e eliminar criadouros, a Prefeitura dedetizou toda a cidade com o chamado fumacê para matar o pernilongo. Realizou ainda um arrastão para que os moradores colocassem para fora de suas casas, tudo aquilo que não serve mais.

Segundo a chefe do Controle de Endemias da cidade, Páscoa Moretti, número de casos pode ser ainda maior, visto que o município enfrenta uma epidemia da doença, e quando isso ocorre, o Instituto Adolfo Lutz suspende a sorologia de confirmação dos casos.

"Nós estamos com várias notificações em aberto e estamos sem a sorologia. Então o médico fecha o diagnóstico através de hemograma e acompanha o paciente há cada dois dias. Nós estamos em uma luta constante com arrastões, as visitas dos agentes de endemias diariamente, e, agora, nos próximos quatro sábados, nós vamos intensificar arrastões com agentes de saúde", explica.

Páscoa fala ainda que na próxima semana dará início ao terceiro ciclo da nebulização de fumacê, pois, para o inseticida surtir eficácia, é necessário realizar os três ciclos com arrastões.

"Nós fizemos o primeiro arrastão com fumacê, depois realizamos visitas, onde encontramos todos esses criadouros, e, quando a gente encontra esses criadouros, nós encontramos as três fases do mosquito, sendo a larva, a pupa e o inseto adulto. Então nós precisamos eliminar esses três ciclos, com essas três etapas de combate. Com essas ações, nós esperamos que surta efeito, mas é preciso que a população faça a parte dela e colabore nessa luta”, finaliza.

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