Zika, dengue e chicungunya fazem estoque do hemocentro de S. J. do Rio Preto despencar

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A epidemia de dengue, aliada ao Zika vírus e febre chicungunya está afetando o estoque de bolsas de sangue e plaquetas, especialmente da tipagem O negativo, no banco de sangue de São José do Rio Preto. O problema atinge todo o Estado, porém o de Rio Preto acaba sendo o mais prejudicado, já que é o principal suporte das cidades da região noroeste.

O problema que vem prejudicando a manutenção dos estoques é a adoção de um período de quarentena em obediência a uma nota técnica do Ministério da Saúde, enviada a todos os hemocentros e bancos de sangue do país. Porém, muitas pessoas ficam até um ano sem doar porque acham que não podem realizar a doação.

O hemocentro alerta que após 30 dias a pessoa contrair dengue ela já pode voltar a doar sangue e plaquetas. O que mais falta é o de tipagem O negativo.

Mariana Lorijola Coltro é supervisora de enfermagem do homocentro e diz que os estoques já começam a abaixar nessa época automaticamente por conta do frio, mas que esses fatores prejudicaram. “Além da dengue, outro fator prejudicial tem sido a vacinação da gripe H1N1 que as pessoas ficam meses sem vir doar, mas na verdade precisam ficar apenas 48 horas”, explica.

Além do fato de vários doadores assíduos terem contraído dengue, inviabilizando a doação, os bancos de sangue estão aguardando um período de sete dias para utilizar as bolsas em transfusões. O cuidado é maior em relação a pessoas que possam ter vindo de áreas com grande número de casos de microcefalia, como Pernambuco e Bahia, onde ocorre epidemia do Zika vírus.

Após uma semana, caso o doador não tenha entrado em contato com o banco de sangue, a bolsa é liberada, pois significa que ele não apresentou sintomas de nenhuma das doenças. O problema é que os sintomas geralmente aparecem depois de sete dias, por isso, às vezes a pessoa pensa que está saudável, mas já está com o vírus incubado, por isso é preciso esperar esse tempo para utilizar a bolsa.

Fernanda Martins decidiu tirar o fim de semana para poder ajudar a aumentar o estoque. “Sangue é um alimento vital para nossa saúde. A adoção é rápida e, sinceramente, indolor. Não muda nada na minha vida, mas certamente ajuda a alguém e isso já é o suficiente para sairmos de casa e irmos doar”, diz.

(Foto: Divulgação)

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