Vendaval destrói escola em Potirendaba e dezenas de crianças vão parar no hospital; cidade virou um caos

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O maior temporal dos últimos anos que atingiu a região nesta sexta-feira (19) causou pânico, deixou várias cidades sem energia elétrica, sem água e vários prédios destruídos. Uma das cidades mais atingidas foi Potirendaba. Pelo menos 50 alunos de duas escolas municipais que foram atingidas pelo vendaval precisaram ser levados para o hospital.

A tarde de sexta-feira que virou noite antes da hora, se resumiu em contabilizar os rastros da destruição para os moradores do município.

Postes caídos, telhados de casas destruídos, placas, fachadas de lojas, antenas, tudo arrancado pela força do vento.

O maior prejuízo foi na escola Municipal João Casella. Parte do telhado e vigas de madeira foram arremessadas metros de distância. O carro da professora, Joaniclei Cristina Manzano, que estava no estacionamento da escola foi atingido pelos restos do telhado e ficou totalmente destruído.

Ela que dá aula para crianças do segundo ano na entidade conta os momentos de pânico que viveu retirando os alunos da sala para eles não serem atingidos. Na confusão, crianças começaram a correr e várias se machucaram levemente em restos de telhas e madeira.

“Foi tudo muito rápido. Era por volta de umas quatro horas da tarde quando começou a chover e ventar. De repente tudo foi arrancado. Rapidamente retiramos os alunos, colocamos todos no corredor que é um lugar seguro e os ônibus já foram levando eles embora. Graças a Deus ninguém ficou ferido”, conta.

Já na escola Maestro Antônio Amato a situação foi menos pior, porém o caos foi gigantesco. Por conta do temporal, alunos começaram a entrar em pânico, caíram no chão e vários chegaram a desmaiar, segundo pais de estudantes.

Eloisa dos Santos é mãe de um aluno de 7 anos da escola Casella. Ela levou o filho ao hospital por que está abalado com o temporal. “Ele estava em casa vomitando e passando mau, tive que trazer ele para o hospital. Ele foi medicado e graças a Deus não é nada de grave”, fala.

As aulas foram imediatamente interrompidas nas duas unidades estudantis e todos os alunos liberados. Ninguém teve ferimentos graves.

Segundo a prefeita da cidade, Gislaine Franzotti, na manhã deste sábado (20), uma reunião com coordenadores vai ser feita para decidir quais as medidas emergenciais serão tomadas e também se a escola João Casella será interditada. Ainda de acordo com Franzotti, vários prejuízos foram registrados como na Central de Monitoramento e agora serão avaliados.

Cidade virou caos. Faltou energia, água, celular e Internet:

Comércios noturnos não abriram as portas, postos de combustíveis fechados, supermercados parados, farmácias sem funcionar. Tudo parou depois dos ventos de mais de 100km/h que durou poucos minutos.

Uma torre de internet caiu sob a fiação elétrica no centro e o município inteiro teve o fornecimento de energia interrompido. Parte da cidade teve o fornecimento normalizado às 22h30, mas ainda na manhã deste deste sábado, vários bairros continuam sem energia. Já passam de 18 horas no ‘escuro’.

Postes dos bairro Luiz Pastorelli, Residencial Veneziano e São Francisco tombaram com a força do vento.

Faltando energia, torres de telefonia e internet sem gerador também pararam. Três operadoras tiveram o sinal comprometido.

Outro problema foi a falta de água. Vários bairros ficaram sem o abastecimento.

Região:

Em São José do Rio Preto, a maior cidade do noroeste paulista também foi bastante atingida. Semáforos desligaram, o trânsito se transformou em caos e os ventos também causaram grandes destruições.

Placas de outdoor e árvores foram arrancadas e mais de 60% do município também ficou sem energia elétrica.

Cedral, Bady Bassitt e Uchôa também foram atingidas, vários moradores continuam sem energia e grandes estragos foram registrados.

(Fotos: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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