Venda de jornais e revistas é cada vez menor com a popularização da internet

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Em 1995 quando surgiu no Brasil, a grande maioria achava que não passava de uma modinha e que não teria futuro, no entanto, hoje 19 anos depois, a internet é uma realidade presente em todos os momentos. Por isso, cada vez mais, meios de comunicação como jornais impressos, revistas e até mesmo rádios e TVs tem mudado a forma de fazer comunicação para não perder público.

Embora essas mudanças estejam acontecendo gradativamente, quem nunca viu um capítulo da novela ou qualquer outro programa pelo Youtube, porque quando passava na TV estava ocupado? Deixou de comprar tal jornal ou revista porque a mesma matéria foi publicada na internet?

Segundo dados publicados pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação), a situação das revistas, por exemplo, não é nada confortável. Entre 23 títulos de uma famosa editora com circulação média acima de 100 mil exemplares, apenas cinco cresceram. As demais ficaram estagnadas ou tiveram considerável queda na tiragem.

De acordo com publicação no jornal americano, “The New York Times”, os números apontam para quedas de dois dígitos. Publicações de prestígio, inclusive nos Estados Unidos, como a Vanity Fair e New Yorker que caíram entre 17 e 19 por cento. Revistas de celebridades foram igualmente atingidas já que os leitores podem, facilmente, obter as mesmas informações on-line.

 

Para o locutor de rádio que também fazia entregas de revistas em domicílio pelo sistema de assinaturas, Fábricio Saglia Santana, de Tabapuã realmente houve uma queda na venda das mesmas, inclusive por sua parte.

“Depois que tive acesso a internet através do computador ou agora com os tablets, celulares, tudo que eu quero saber, ver, uso a internet. Não há um porque comprar revistas, jornais, se tem tudo de graça na internet”, afirma Santana.

Ainda segundo Fabrício, há alguns anos ele ficava cerca de duas a três horas entregando revistas pela cidade. Hoje ele já não presta mais o serviço devido ao baixo número de assinantes. “O número de assinantes de revistas caiu consideravelmente, antigamente eu ficava até três horas entregando revistas, hoje tive que parar porque recebia por exemplar entregue e pelo número que se tem hoje, já não me compensava.”

Mas não se assuste, há espaço para todas as mídias e os jornais, revistas e até mesmo a TV. Ninguém vai deixar de existir tão fácil já que todos estão criando materiais exclusivos para a internet e fazendo o público interagir entre os meios.

Há também quem é adepto ao bom e velho uso do papel, como Karina Parra que compra revistas e jornais quase todas as semanas. “Quando vejo na banca alguma matéria interessante compro mesmo. Não é a mesma coisa que ver pela internet. Sei lá, ainda existe aquela coisa de que se está na internet pode não ser verdadeiro. Sem contar que há toda a graça de folhear a revista, sentir o cheiro, a textura do papel e levar pra onde quiser,” afirma a dona de casa.

 

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