Usuários reclamam de superlotação em ônibus da Pevê Tur em Bady Bassitt (SP)

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Quarta-feira, 24 de junho de 2020

Enquanto autoridades de saúde clamam pelo distanciamento social diante da pandemia do novo coronavírus, ônibus da empresa Pevê Tur, em Bady Bassitt (SP), estão trafegando superlotados e até deixando usuários para trás. Moradores da cidade procuraram a Gazeta e pedem uma solução urgente para o problema.

A recepcionista, Sandra Rosa de Paula, conta que vai todos os dias trabalhar em São José do Rio Preto (SP) e reclama da lotação. Ela fala que todos dias é a mesma situação e teme ser contaminada ou até mesmo contaminar algum passageiro.

“Eu trabalho na recepção de um hospital e preciso utilizar o transporte todos os dias. Na hora que vou embora a situação fica ainda pior e as pessoas vão todas aglomeradas e o risco de contaminação é muito grande”, fala.

O auxiliar de enfermagem, Maurício de Oliveira, também trabalha em Rio Preto e reclama que, por conta da lotação, o motorista tem deixado passageiros para trás.

“Eu já cheguei atrasado duas vezes na semana passada no serviço porque o motorista não parou no ponto porque estava lotado. Infelizmente a empresa não coloca mais ônibus e eu fui obrigado a ficar esperando aqui quase duas horas até outro ônibus chegar”, explica.

A falta de respeito com os usuários é tamanha que não para por aí. Por conta do decreto de quarentena, a empresa reduziu 50% das linhas, e, com a flexibilização dos comércios, não disponibilizou novos horários.

Nos últimos anos, Bady Bassitt teve um enorme crescimento populacional e os moradores reclamam que a empresa não acompanhou esta evolução disponibilizando novas linhas. Pelo fato da cidade ser considerada dormitória, usuários utilizam exclusivamente o transporte coletivo para ir todos os dias até Rio Preto.

Mesmo o município não tendo autonomia sobre a empresa, pois é uma concessão junto à Artesp, o prefeito da cidade, Luiz Antonio Tobardini, diz que já enviou dois ofícios este ano cobrando soluções urgente. Ele fala que pretende levar o caso ao Ministério Público, caso não haja solução.

“Já oficiamos a empresa por duas vezes, já fizemos reuniões, pedimos soluções para o problema, mas infelizmente não tem adiantado e as reclamações continuam. Caso não obtivermos soluções urgentes, vamos levar o caso ao Ministério Público”, explica o prefeito.

Questionada, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), disse que foram realizadas fiscalizações nos meses de maio e junho de 2020 na empresa Pevê Tur e que foram fiscalizados 26 veículos na região que resultou em sete autuações porque a empresa recusou o embarque de passageiros, estava com o letreiro inoperante e constatou-se a presença de um passageiro em pé.

Trecho da nota afirma que a empresa foi notificada para que ela possa restabelecer o número de horários necessários para o atendimento da demanda e ressalta que será feita uma nova fiscalização para averiguar a reclamação da reportagem.

A Pevê Tur não respondeu nossos questionamentos.

(Foto: Colaboração leitores/Gazeta do Interior)

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