Usuários da Pevê-tur de Nova Aliança reclamam de superlotação em ônibus para S. J. do Rio Preto

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Moradores de Nova Aliança procuraram a Gazeta para reclamar da superlotação enfrentada nos ônibus da empresa Pevê-tur que vai todos os dias para São José do Rio Preto. A exclusão de um dos itinerários piorou a situação, segundo os usuários.

Viajar de ônibus já não é nada fácil em nosso País, agora imagina uma gestante, um idoso ou uma mãe com uma criança de colo em um ônibus lotado, sem ar condicionado? Estas têm sido as condições de usuários do transporte coletivo de Nova Aliança.

A diarista, Maria Alice de Oliveira, foi uma das usuárias que procurou a Gazeta para reclamar da superlotação dos veículos. “Infelizmente a gente depende de ônibus para trabalhar em São José do Rio Preto e agora a Pevê-tur retirou o ônibus das 9h10 alegando que não há passageiro suficiente para manter este horário, mas o questionamento que queremos fazer é como que não há passageiros se todo o dia vai gente em pé?”.

A alternativa então para o morador seria ir às 8h30 ou então só 11h15. Quem precisa chegar no horário ao trabalho é obrigado então a pegar o ônibus que vem de Adolfo, já lotado. “Chega aqui atrasado, com grávidas e idosos em pé correndo risco. Já ligamos e mandamos e-mail para a empresa várias vezes e nada foi feito”, diz uma auxiliar administrativo que pede para não ser identificada.

Revoltada com a situação, ela relata que ligou para a Polícia Rodoviária Federal para denunciar a superlotação, mas chegando ao pegar a BR-153, em Bady Bassitt, a surpresa.

“O motorista recebeu um ligação provavelmente sendo avisado que a polícia estava na rodovia de Rio Preto para fazer a fiscalização. Ele então desceu do ônibus ficou mais de 10 minutos falando no celular e fumando cigarro. Depois de muita espera veio um ônibus para pegar os mais de 30 passageiros que foram obrigados a fazer a troca de um veículo para o outro”, conta a mulher.

Ela fala ainda que por conta do atraso, muitos usuários levaram advertência e perderam dia de serviço por não chegar ao trabalho no horário previsto. “E mais uma vez nada acontece com a empresa Pevê-tur. Enquanto isso a gente continua pagando caro pelo transporte e melhoria que é bom nada”, fala.

E ela tem razão, pois o valor não é barato mesmo. O usuário que quer ir para Rio Preto é obrigado a pagar R$ 4,70. As condições não são as melhores, pois além de ter que viajar em pé, o passageiro sofre também com o calor, pois não há ar-condicionado.

A Gazeta mostrou em junho do ano passado as ações de fiscalização da PRF, onde vários ônibus da mesma empresa foram abordados. Usuários foram obrigados a desembarcar e esperar a chegada de outros veículos.

Conforme nossa reportagem relatou, os próprios passageiros ligaram para a polícia e pediram fiscalização. A polícia interceptou o veículo e enquanto não chegou outro automóvel para transportar os 14 passageiros que eram levados em pé, o ônibus não seguiu viagem.

Segundo o inspetor da PRE, Flávio Catarucci, cinco dos ônibus foram multados em R$ 130,16 pelo transporte dos passageiros em pé. Os motoristas recebem 4 pontos em suas habilitações.

A empresa diz que tem autorização da Agência Reguladora de Serviços de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP), para o transporte de passageiros em pé, mas a polícia rebate e explica que a autorização da Artesp permite o transporte de passageiros em pé apenas em linhas suburbanas, com trechos curtos e onde as vias são de velocidade menor. “Estamos falando de uma rodovia federal, com velocidade de 80 quilômetros por hora e ainda por cima com auto índice de acidentes, principalmente neste trecho. Já tivemos casos de acidentes graves com ônibus desta e de outras empresas que por causa da superlotação resultaram em morte”, fala.

Catarucci fala ainda que a Pevê Tur ingressou no ano passado com um mandado de segurança contra a Polícia Rodoviária para realizar o transporte dos passageiros em pé. “Essa novela já se estende há muito tempo e as empresas continuam descumprindo a lei e colocando a vida dos passageiros em risco. A Polícia Rodoviária Federal vai continuar fiscalizando rigorosamente”, finaliza o inspetor.

O gerente administrativo da Pevê Tur, Aparecido Vanderlei Ioca, diz que trabalha de acordo com a determinação da Artesp e negou que existe superlotação nos veículos. “Esse caso específico do horário já solucionamos e respondemos também à prefeitura, onde vamos voltar o horário das 9h10 de Nova Aliança para Rio Preto. Quanto a usuários viajarem em pé, cumprimos uma determinação da Artesp”, justifica.8

(Reportagem publicada na edição impressa da Gazeta do Interior do mês de fevereiro de 2018)
(Foto: Colaboração leitores/Gazeta do Interior)

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