Universitários federais ΓÇÿpenamΓÇÖ com greve dos professores

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Luiz Aranha

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Já dura mais de dois meses a greve dos professores de pelo menos 56 universidades federais do Brasil. Além dos educadores, quem mais está sofrendo com essa paralisação são os alunos.

A mobilização dos professores já interrompe as aulas em 95% das instituições federais de ensino, segundo as lideranças sindicais. Ao todo, estima-se que cerca de 1 milhão de alunos estejam sem aulas em todo o país.

O governo fez uma proposta de reajuste para os professores que parece ser ótima, mas mesmo assim, os líderes das Universidades não mostraram muito contentamento com a proposta. O anúncio do governo foi de um aumento salarial de 45%.

A trajetória da greve muda à rotina de boa parte dos estudantes. Luis Otávio Brás Tenani, de 20 anos, estudante de engenharia mecatrônica na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e o irmão José Vinícius Brás Tenani, (18), estudante de engenharia de produção na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que moram em Potirendaba, contam que a paralisação só traz prejuízos.

“Eu estudo e fico em Uberlândia, lá temos despesas com moradia, alimentação, internet e entre outros gastos. No período em que não estamos em aula, algumas dessas despesas continuam e temos que pagar sem estar lá”, conta Luís Otávio.

Para o estudante de medicina veterinária da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Heitor José Bento, de 21 anos, também morador de Potirendaba, a paralisação não prejudica somente os alunos como também os professores. “A greve afeta diretamente nós alunos, mas prejudica o trabalho deles também. O serviço deles fica acumulado, como lançamento de nota e matérias atrasadas”.

Para driblar essa situação e não ficar desatualizado depois de um longo período fora das salas de aulas, os universitários continuam na rotina de estudos e passam boa parte do dia lendo e se interando dos assuntos.

“Não adianta muito ficar estudando o conteúdo já apresentado em sala, pois quando retornarmos às aulas, pelo menos para mim será o segundo semestre, no entanto é um novo conteúdo, com novas matérias”, conta José Vinícius.

A revindicação dos docentes não é apenas salarial. Os professores lutam por melhores condições de trabalho, plano de carreira e materiais melhores para trabalhar em sala de aula. A proposta oferecida pelo governo federal não contempla o que os professores e técnicos administrativos pleiteiam.

O site da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) informa que a proposta permite visualizar uma mudança na concepção das universidades e dos institutos federais, na medida em que estimula a titulação, a dedicação exclusiva e a certificação de conhecimentos. O texto também diz que a proposta gerará redução de 17 para 13 os níveis da carreira, como forma de incentivar o avanço mais rápido e a busca da qualificação profissional e dos títulos acadêmicos.

Durante esta semana, assembleias regionais ocorrerão para analisar o novo plano de carreira proposto pelo governo e definir os próximos passos do movimento. Na próxima segunda-feira (23) uma contraproposta será apresentada em encontro com membros do governo.

(Foto: Luiz Aranha)

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