Trabalho em excesso, até que ponto isso é bom?

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Anne Rodrigues

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Sucesso na carreira ou nos negócios… Eis a ambição de muitos profissionais. Em busca de alcançar esse objetivo, há quem acredite que enforcar os intervalos, exigir muito de si mesmo e aproveitar as horas em casa para trabalhar um pouco mais irá garantir sucesso

Mas não é bem assim, alerta o psiquiatra Lincoln Cesar Andrade. Segundo ele, trabalhar em excesso pode transformar-se num vício, causando problemas à saúde. Ou seja, distante do almejado sucesso profissional.

Dr. Lincoln esclarece que não é normal ficar sempre até mais tarde no trabalho, fazer tarefas da empresa em casa ou checar e-mails no final de semana. A obsessão por trabalho é mais comum do que se pode imaginar. E existe até um nome para esse tipo de pessoa: workaholics.

O especialista explica que esse é um termo popular, cunhado em 1960 por W.E. Oates, para estabelecer um paralelo dos viciados em trabalho com os viciados em álcool. “Como qualquer pessoa com comportamento adicto, workaholics negligenciam a família, os relacionamentos pessoais e outras responsabilidades. Não se sentem bem quando não estão trabalhando, trabalham muito, sempre com o objetivo de elevar sua autoestima, e negam que tal comportamento seja um problema. Em finais de semana e feriados oferecem desculpas ao cônjuge para trabalhar ou mesmo disfarçam o trabalho pelo uso da informática”, alerta o Dr. Lincoln.

Características de um workaholic

 

– Maior entusiasmo com o trabalho do que qualquer outra atividade;

– levar trabalho para a cama em finais de semana e nas férias;

– nunca chegar do trabalho na hora combinada;

– pega trabalho extra frequentemente;

– impaciência com pessoas que têm outras prioridades que não seja o trabalho;

– competitividade até mesmo em brincadeiras;

– irritabilidade quando solicitado que pare de trabalhar para executar outras atividades.

Consequências do excesso de trabalho

 

– Perda de relacionamentos em geral;

– hipertensão;

– diabetes;

– risco de AVC – Acidente Vascular Cerebral;

– tendências a desenvolver problemas cardíacos.

Tratamento

Conforme explica o Dr. Lincoln, é possível tratar do problema. Tudo começa com a ampliação da consciência e disposição para mudar de estilo de vida.

“Esse tratamento requer auxílio profissional e não pode ser deixado para mais tarde, ou seja, antes mesmo de desencadear doenças mais sérias, é preciso buscar ajuda de um médico especializado para tratar este vício”, finaliza.

(Fonte: Como ser um profissional de Sucesso)

 

 

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