Sexta-feira 13, dia do azar? Não para eles

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Jonas Garcia

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A crença de que o dia 13, quando cai em uma sexta-feira, é dia de azar, é a mais popular superstição entre os cristãos. Há muitas explicações para isso. A mais forte delas seria o fato de Jesus Cristo ter sido crucificado em uma sexta-feira e, na sua última ceia, haver 13 pessoas à mesa: ele e os 12 apóstolos.

Porém em toda a sexta-feira 13 é sempre a mesma história: cuidado com o gato preto, não passe embaixo da escada o que deixa um clima tenso pairando no ar. No entanto para a família de Patrícia, especialmente essa data, será muito especial.

Patrícia Ribeiro comemora seus 23 anos hoje, além de ter nascido em uma sexta-feira 13. “Nasci numa sexta 13 e acho que por isso nunca levei em consideração nenhuma destas superstições. Além do mais, adoro esse número”, diz a aniversariante.

Tamanho é o gosto pelo numeral que a fotógrafa recentemente casou-se com Anderson Groto que também faz aniversário no dia 13. “Foi uma coincidência, mas confesso que gostei. Se pudesse escolher a data de nascimento dos meus filhos, seria dia 13 também”, fala.

“Sempre brinquei muito com toda essa história, como sou baixinha sempre passei embaixo de escadas e pensava que poderia fazer o efeito contrário e eu crescer um pouco. Sempre que tem rifas, e jogos, vou direto ao 13. Uma vez ganhei uma cesta de chocolate”, fala a fotógrafa.

A crença na má sorte do número 13 parece ter tido sua origem na Sagrada Escritura. Esse testemunho, porém, é tão arbitrariamente entendido que o mesmo algarismo, em vastas regiões do planeta – até em países cristãos – é estimado como símbolo de boa sorte. O argumento dos otimistas se baseia no fato de que o 13 é um número afim ao 4 (1 + 3 = 4), sendo este símbolo de próspera sorte.

Para a taróloga e numeróloga, Claudia Grisi de São José do Rio Preto, tudo isso realmente não passa de superstição. “Existem várias histórias sobre o surgimento da sexta-feira 13 que juntas foram criando essa lenda”, diz Cláudia.

Uma dessas histórias é de que o Rei Felipe IV, conhecido como Felipe, o belo teria matado mais de cinco mil cavalheiros no dia 13 de Outubro de 1307 que seria uma sexta-feira.

Segundo Cláudia, no tarô, a décima terceira carta é a da morte que é interpretada erroneamente pela maioria. “Não podemos ver essa carta como um fim, mas sim uma nova chance, um recomeço é quando um ciclo termina e outro se inicia”, diz Cláudia.

O importante é que acreditando ou não, essa é mais uma história que causa muita conversa no mundo todo e nunca vai parar de ter pessoas que preferem nem sair de casa nestas datas, bem como aquelas que até esquecem o dia em questão.

Boa sexta 13.

(Foto: Luiz Aranha)

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