Saúde de Potirendaba ‘mobiliza’ cidade para conscientizar sobre proliferação de escorpião

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A Coordenadoria de Saúde de Potirendaba mobilizou a cidade nesta segunda-feira (02/10/2017) para alertar sobre a proliferação de escorpiões. O município já contabiliza cerca de 90 ataques e diz que as ações não podem parar.

Meio Ambiente, Endemias, Vigilância Sanitária, Epidemiológica e Controle de Zoonoses participaram do encontro que aconteceu no Centro de Eventos da cidade. O objetivo é alertar e orientar a população em casos de acidente com o aracnídeo.

“Estamos fazendo nossa parte. Hoje aqui convidamos todas as autoridades, coordenadores e o mais principal que é a população que deve ouvir as palestras destes especialistas e fazer a lição de casa”, explica a coordenadora de saúde, Sarah Bossolo.

Palestras foram realizadas por coordenadores de cada setor. A enfermeira da Vigilância Epidemiológica de Potirendaba, Luana Poiana, explicou as formas e maneiras de se evitar o acidente e, caso ocorra, qual medida deve ser tomada.

“A melhor forma de evitar a proliferação inda é manter os quintais limpos e sempre ficar atento nos ralos de esgoto. Caso ocorra qualquer acidente com o aracnídeo a orientação é para que procure urgentemente uma unidade de saúde mais próxima e nunca faça torniquete, esforço físico e nem mesmo colocar qualquer produto ou tentar espremer o veneno”, orienta.

A chefe da Vigilância Sanitária da cidade, Páscoa Moretti, afirma que este momento de chuvas é ainda mais importante o alerta. “Agora é a hora que os escorpiões podem sair dos esgotos já que as baratas são sua principal fonte de alimento e elas vivem no esgoto. Então devemos ficar atentos aos ralos, quintais, pias e até no vaso sanitário, pois já tivemos casos de pessoas atacadas na cidade utilizando o vaso sanitário”, alerta.

Os especialistas alertam sobre a proliferação dos escorpiões que é muita rápida e a fêmea não precisa do macho para se reproduzir. Sua reprodução é partenogenética, na qual cada mãe tem aproximadamente dois partos com, em média, 20 filhotes cada, por ano, chegando a 160 filhotes durante a vida.

O escorpião amarelo que é o mais encontrado aqui na nossa região, se reproduz por partenogênese. Assim, só existem fêmeas e todo indivíduo adulto pode parir sem a necessidade de acasalamento.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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