Rua de bairro de Uchôa já perdeu asfalto e virou terra; R$ 2 milhões com a ΓÇÿMáfia do AsfaltoΓÇÖ não foram suficientes

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Os quase R$ 2 milhões firmados entre a prefeitura de Uchôa e as empresas do Grupo Scamatti e Seller, apontada como mentora da ΓÇÿMáfia do AsfaltoΓÇÖ, não foram suficientes para asfaltar uma das ruas do bairro São Miguel. Os ScamattiΓÇÖs são investigados pelo Ministério Público por superfaturar mais de R$ 1 bilhão em contratos com prefeituras da região.

A rua que dá acesso a Escola Professora Hermínia Mafra, curiosamente não tem nome oficial e pegou “emprestado” o nome da rua ao lado que é Aristides Hernandes.

Em tempo seco, os moradores sofrem com a poeira e quando chove o problema é o barro, pois o asfalto já não existe mais há bastante tempo.

A dona de casa, Luzia Moreira de Menezes, 62 anos, diz que paga que recebe todas as correspondências com o nome da rua paralela. Ela reclama dos transtornos causados pela falta de estrutura do local. “Nos buracos maiores a gente joga pedra e lixo para tampar um pouco, alguns carros passam em alta velocidade e levanta muita poeira. Roupa branca não dá para deixar no varal e o lixeiro, às vezes, nem vem até aqui, tenho que deixar o lixo na esquina de baixo”, comenta.

Cobrado por moradores, um grupo de vereadores alegou que não poderia fazer nada para ajudar a população porque a rua não é regulamentada.

A prefeitura informou que oficialmente o local não é uma rua e sim um terreno, e, o local que transitam os carros é parte de um centro de lazer. Porém, a única opção de lazer que foi vista na área, foi uma caixa dΓÇÖágua que serve como sombra em alguns horários do dia.

A rua é também utilizada pelos professores para chegarem à escola. Esse mesmo local tem sinais de massa asfáltica, sinal de que um dia alguém já a considerou como via pública. A ruela consta ainda no mapa do município, mas sem o nome.

O setor de engenharia da prefeitura informou que embora não seja considerada rua, em breve será regularizada e passará a constar oficialmente como via pública. O engenheiro responsável da prefeitura de Uchôa, Ezequiel Mazzi, disse que em três meses, mais ou menos, o problema estará resolvido. “O convênio já está liberado e a obra está garantida. É só abrir licitação para executar o serviço”, conclui.

(Foto: Diogo De Maman / Gazeta do Interior)

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