Reservatórios de Potirendaba desperdiçam milhares de litros de água por falta de automatização

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(Reportagem de 21/11/2018)

A falta de automatização nos reservatórios de poços está fazendo com que milhares de litros de água sejam desperdiçados diariamente em Potirendaba. Desperdício de um lado e falta de outro, pois quase todos os dias moradores reclamam da falta de água em diversos bairros do município.

Só nas últimas duas semanas, a Gazeta recebeu seis reclamações de reservatórios vazando durante várias horas do dia e também da madrugada. O caso mais grave foi no loteamento Buquê de Flores, em que, segundo leitores, o reservatório ficou jorrando água potável por quase quatro horas sem que ninguém desligasse.

Atualmente apenas um funcionário é responsável por realizar o desligamento destas bombas. O município possui 23 poços em funcionamento com três reservatórios instalados na sede do Saneamento de Água e Esgoto de Potirendaba (SAEP), um no bairro Luis Pastorelli, outro no José Afonso Amato, um no São Francisco, um no Buquê de Flores e outro no Jardim do Bosque.

Na madrugada desta quarta-feira (21/11/2018), a moradora Liliany Esteves postou em sua página de relacionamento pessoal foto do reservatório do Jardim do Bosque derramando água. “Aqui no loteamento foi a primeira vez que vi esta cena, mas ontem vizinhos ligaram no SAEP para vir desligar o poço e a resposta foi que não poderiam vir fechar porque o funcionário estaria dormindo”, diz.

Segundo a aposentada Maria do Carmo Barbieri, que mora o bairro Jardim dos Eucaliptos, só na última semana faltou água seis vezes em sua casa. “Tem dia aqui que acordo cinco da manhã e já não tem água. Fui tomar banho sete horas da noite, também não tinha água. Vai fazer almoço não tem água. Já está insuportável esta situação”, afirma.

Um poço profundo com capacidade de produção de 150 mil litros de água por hora está pronto e seria a solução para desabastecimento, mas muita coisa ainda precisa ser feita. A primeira delas é substituir o encanamento da cidade que já está velho, enferrujado e não suporta a quantidade de água distribuída.

A segunda coisa é interligar este poço que fica atrás da Capela de São José até a sede do SAEP, que fica no Centro da cidade. Além dos mais de R$ 2,3 milhões que foram utilizados na perfuração do poço, a prefeitura terá que gastar para cortar todo o asfalto da cidade para jogar a água deste poço nos reservatórios centrais.

Outro possível problema é que poços profundos extraem água dos aquíferos, onde as temperaturas podem chegar até 50ºC, o que consequentemente pode fazer com que a prefeitura precise criar um sistema de resfriamento desta água para abastecer a população.

De acordo com o SAEP, um estudo está sendo realizado para automatizar alguns poços, porém ainda não há previsão. Já sobre a ativação do poço profundo o Sistema esclarece que também está sendo realizado estudos para a interligação, mas que não tem prazo. Sobre a falta de água, o SAEP diz que como o encanamento da cidade é antigo, diversos vazamentos foram registrados nas últimas semanas, o que provoca o desabastecimento da população.

(Foto: Agência Gazeta do Interior)

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