Quedas de energia causam prejuízos em Bady Bassitt e em grandes hospitais da região

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A prefeitura de Bady Bassitt teve grandes prejuízos devido a constantes quedas de energia na cidade. Além do município, em São José do Rio Preto, dois grandes hospitais também sofreram com os picos e tiveram diversos aparelhos queimados.

Bady Bassitt teria tudo para se tornar metrópole com seu primeiro semáforo, só que não. A cidade ganhou um aparelho, um marco na tecnologia e engenharia local, mas do dia para noite parou de funcionar.

O equipamento que fica ao lado da Prefeitura, no cruzamento da rua Camilo de Moraes, custou R$ 50 mil para os cofres públicos. O trânsito na avenida é complicado, principalmente em horários de pico, pois pela rua passam veículos de cidades como Nova Aliança e Mendonça.

Segundo a prefeitura, picos de energia queimaram o aparelho. Como o semáforo ainda está na garantia, a máquina foi levada para conserto em dezembro, mas só foi consertada no começo do mês de janeiro, período em que a empresa retornava de férias.

Porém, o problema não para por aí. Além do semáforo, mais quatro ar condicionados, dois computadores e um portão eletrônico também queimaram devido aos picos de energia que ocorrem durante todo o dia.

Segundo o Procon da cidade, dezenas de moradores procuraram o serviço para reclamarem do problema. O prefeito da cidade, Edmur Pradella, diz que pediu explicações para o caso junto ao representante regional da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), mas até agora não obteve retorno.

“Ainda estamos aguardando ele se manifestar. Tivemos grandes prejuízos. Aproveitei a oportunidade e fiz um pedido de uma subestação para Bady Bassitt, agora temos que esperar”, fala.

Já no Hospital de Base de Rio Preto, o maior da região, só em 2013 já sofreu quase 300 picos de energia no HB. Ou seja, em média, 27 quedas por mês; quase uma por dia. Somente em setembro, foram 65, em outubro, 63.

Segundo a assessoria de imprensa do hospital toda a segurança é garantida ao paciente internado, por meio de geradores. Porém, quando acontecem estas falhas de transmissão, podem ocorrer avarias em equipamentos de UTI e nas redes de computação, prejudicar procedimentos nos Centros Cirúrgicos e os atendimentos no ambulatório.

Os médicos afirmam que como os geradores são rapidamente acionados, estas quedas de energia não geram mortes. Porém, os aparelhos, em uma cirurgia, são fonte de informação aos médicos e gera grandes transtornos quando não funcionam.

No hospital Beneficência Portuguesa, outro grande centro médico da cidade, vários picos também ocorreram durante o ano passado. Equipamentos como computadores e aparelhos também queimaram.

Ainda de acordo com a assessoria do HB, o problema foi solucionado e há mais de duas semanas que não ocorrem picos. Já na Beneficência ninguém foi encontrado para falar se o problema já foi ou não resolvido.

De acordo com a assessoria de imprensa da CPFL informou que, tanto em Bady Bassitt, quanto na Beneficência Portuguesa, uma interrupção no fornecimento de energia elétrica foi registrada no período, em 12/12, entre 13h20 e 14h09, devido curto-circuito na rede elétrica, já solucionado em Bady Bassitt.

No dia 15/12, a distribuidora realizou um desligamento programado nas ruas Brigadeiro Faria, e Luiz Vaz de Camões, em São José do Rio Preto, entre 9h08 e 13h41, que atingiu as ruas analisadas, ao longo do mês, para readequação e obras de melhoria da rede de distribuição do local. As obras que estão sendo realizadas melhorarão o fornecimento de energia elétrica para toda a região.

Em relação ao fornecimento de energia no Hospital de Base, em São José do Rio Preto, representantes da Companhia estão em contato com a direção da instituição para monitorar a tensão da energia fornecida pela distribuidora.

Matéria publicada na edição impressa do mês de janeiro da Gazeta do Interior

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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