Meu bebê cresceu e quer namorar. E agora?

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Jonas Garcia

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Ainda no clima do Dia dos Namorados, a Gazeta dá dicas de como agir quando o filho ou filha resolve namorar e pra isso conversou com um casal que esta junto há cinco anos quando ela tinha apenas 13 anos de idade e com uma psicóloga.

Bárbara Possamai Parra hoje com 18 anos, namora desde os 13 Lincoln Gonçalves (23) e diz que sentia muito medo de iniciar um namoro por causa dos pais. ” Conheci ele nos treinos de Handball e então começamos a conversar e papo vai, papo vem até que depois de seis meses a gente ficou. Tinha medo dos meus pais descobrirem e não gostarem, era estranho.” conta a estudante.

“Como ficávamos conversando pela internet, minha mãe acabou descobrindo e por sorte ajudou a gente tomar coragem e falar pro meu pai. Foi melhor do que eu esperava. O Lincoln chegou, conversou com meu pai e aí meu pai ficou todo sem graça, deu um baita sermão e ditou algumas regras, mas nada demais.” diz Bárbara.

Entre as condições impostas pelos pais estavam os horários em que a jovem deveria estar em casa, além de sempre ter as notas boas no colégio. Para a psicóloga Flávia Conde, isso é uma ótima maneira de deixar o filho ter a própria vida e criar um vínculo de responsabilidade e credibilidade junto aos pais. ” A família tem que conversar muito com os adolescentes, falar todos os prós e os contras, além de impor limites. Isso faz com o que os pais criem confiança no filho e vice-versa e com o tempo esse limite vai se esticando. É uma forma de não perder o controle da situação.” diz Flávia.

Segundo Flávia, a família do século XXI não tem mais um padrão, então quando os pequenos entram na adolescência, precisam de todo apoio e ajuda. ” Os pais tem em suas mãos uma joia que será lapidada durante toda a adolescência, ficando pronta na fase adulta. É nesse momento que eles precisam de muita conversa e explicações sobre tudo o que os espera como sexualidade, drogas e etc.”

A psicóloga informa ainda que tudo tem seu tempo: ” A pessoa tem que viver cada fase da vida, tem que aproveitar a infância enquanto criança e não querer ser adulta antes da hora durante a adolescência. Hoje as menininhas saem de casa todas vestidas como adultas maquiadas, com salto e roupas curtas, isso não faz bem pra elas.” afirma Flávia.

“Sempre respeitei meu pais, e achei o máximo eles terem deixado eu namorar, hoje eu continuo com ele e entendo que todos os limites impostos foram para o meu bem” conta Bárbara que este ano completa cinco anos de namoro.

(Foto: Arquivo do casal)

 

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