Prefeitura de Tabapuã deixa Guarda Municipal sucateada e vereadores cobram reestruturação

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Diante da situação de calamidade que vive a Guarda Municipal de Tabapuã, vereadores da cidade pedem reestruturação da Corporação. O grupo de apenas seis agentes não possui nem coletes à prova de bala.

O legislativo apresentou no começo deste mês de agosto de 2018 uma indicação à prefeita da cidade, Maria Felicidade Peres Campos Arroyo, pedindo benefícios e melhorias para os guardas. “Nossa Guarda Municipal necessita urgentemente de uma lei que a regulamente, concedendo a ela poder de polícia, poderes de fiscalização de trânsito, porte de arma, planos de carreira e entre outros benefícios, prerrogativas e deveres que a tornarão muito mais eficiente, desta forma se tornando muito mais útil para a segurança pública de nosso município”, dizem os vereadores.

Desde a última terça-feira (28/08/2018), os seis guardas voltaram a realizar o patrulhamento das ruas. Antes, eles eram obrigados a ficar dentro do almoxarifado da cidade vigiando a frota, pois o local estava sem guardas.

Isso aconteceu depois que o cemitério da cidade foi invadido pela segunda vez por criminosos. Nos dois crimes os bandidos furtaram placas e vasos de bronze de quase 400 túmulos.

A Guarda Municipal tem papel fundamental em um município onde atua no combate ao tráfico de drogas e em ocorrências de furtos e roubos ao patrimônio público. A falta dos agentes nas ruas desagrada os moradores da cidade, que relatam sensação de insegurança depois que os guardas deixaram de realizar o patrulhamento.

“A gente sempre se sente mais seguro vendo uma viatura rodando pelas ruas. Isso inibe a ação de um simples furto, como até de um roubo, pois o criminoso vai pensar duas vezes antes de praticar o crime”, fala a estudante, Geovana Bianco.

De acordo com um dos agentes que prefere não ser identificado, a prefeitura prometeu realizar concurso para contratar mais agentes, porém até agora nada. “Nós recebemos ordens da prefeitura e a ordem é ficar no pátio cuidando da frota. Além de mais agentes, nós precisamos de mais estrutura, como coletes, arma de choque, spray de pimenta e infelizmente estamos abandonados, pois entra mandato e sai mandato e tudo fica apenas na promessa”, diz.

Na gestão do ex-prefeito, Jamil Seron, a base da Guarda Municipal foi transferida para uma área cercada de instituições financeiras e completamente vulnerável durante uma ação de criminosos. Tabapuã é uma das cidades da Gazeta que mais possui ataques à caixas eletrônicos.

“O bandido chega armado de fuzil para explodir um banco ou assaltar o Correio, por exemplo, não vai querer saber se temos ou não armas, simplesmente já vai chegar atirando contra nós. Estamos completamente desprotegidos, pois precisamos de segurança para dar segurança”, fala outro agente.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, em 2017 foram registrados 81 furtos e dois homicídios dolosos na cidade. Já agora em 2018, só neste primeiro semestre, Tabapuã já contabiliza 37 furtos e três vítimas de homicídio doloso.

“Se a cidade tem Guarda Municipal, a prefeitura tem que investir. Agora ter uma corporação só para falar que tem, seria melhor não ter, pois não colocaria as vidas de pais de família em risco”, finaliza outro agente.

Sobre a contratação de novos agentes prometida pela prefeita Felicidade, a prefeitura de Tabapuã disse em nota que ainda não existe previsão. Sobre a reestruturação da corporação, trecho da nota diz que uma viatura e duas motos foram compradas recentemente com verba do ministério da justiça e que devem chegar em breve.

(Foto: Luiz Aranha/ Gazeta do Interior)

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