Prefeitura de Potirendaba proíbe lavagem de túmulos com mangueira para economizar água

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Mesmo lavando com balde, Paulina (esq.) e a irmã Lucélia (dir.) sabem da importância de não desperdiçar água e economizar

A tradição de lavagem de túmulos para datas comemorativas como dia dos pais, das mães e Finados atrai milhares de pessoas nos cemitérios todos os anos. Em Potirendaba, a medida da prefeitura foi proibir a limpeza com mangueira e usar apenas baldes.

No cemitério da cidade, segundo a administração, existem cerca de 7 mil túmulos, a maioria deles recebe visitas de familiares no próximo domingo (2), feriado de Finados. Todos os anos milhares de pessoas de várias cidades da região vem a Potirendaba visitar as sepulturas de parentes.

Funcionários da prefeitura ainda realizam os últimos ajustes para domingo. Até agora um dos portões laterais que estava caído foi trocado, guias pintadas e as ruas varridas.

A prefeitura colocou ainda um comunicado no portão principal de entrada avisando as pessoas de que desde o dia 27 desse mês está proibida a lavagem das sepulturas com mangueiras. Na tarde desta quarta-feira (29), quando nossa equipe esteve no local, nenhuma pessoa foi flagrada utilizando mangueira, apenas baldes.

A pensionista Paulina Moretti Marchiori vem ao cemitério há quase duas décadas lavar a sepultura da mãe e do marido. Ela que lavava de mangueira e passou a lavar de balde esse ano, fala da importância de economizar e não desperdiçar. “Lavamos por que não podemos deixar abandonado, mas devemos economizar água. Com dois baldes é o suficiente para lavar, já a mangueira gasta muito mais”, diz.

Quem fez diferente foi a aposentada Maria de Fátima Darck. Como todas as outras pessoas ela trouxe vassoura, balde, pano e rodo, mas para realizar a limpeza do túmulo do filho, ao invés de lavar ela, ela varreu a depois passou apenas pano molhado. “Na minha opinião nem com balde pode lavar. Economia é economia. Fui há uns meses para o Nordeste do Brasil e senti na pele o que é ficar sem água. O povo de Potirendaba deveria erguer as mãos pro céu em ter água em abundância. Por enquanto ainda devemos só economizar, mas e a hora que não tiver mais”, questiona.

Em algumas cidades do Estado a lavagem dos cemitérios foi proibida pelas prefeituras. Em Iracemápolis, na região de Limeira, a determinação é que quem utilizar água para lavar os túmulos está sujeito a multa de até R$ 1,6 mil. A cidade também enfrenta crises com o abastecimento. Lá, além do cemitério, está proibido lavar veículos em casa ou em postos de combustível, lavagem de quintal e calçadas, e também o abastecimento de piscinas públicas e particulares.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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