Prefeitura de Potirendaba contrata empresa para transbordo de lixo após interdição de aterro

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Onze dias após a interdição do Aterro Sanitário de Potirendaba pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a prefeitura do município contratou nesta sexta-feira (20/12/2019), uma empresa para realizar o serviço de transbordo do lixo da cidade. Todo o material estava sendo depositado temporariamente em um galpão da Usina de Reciclagem.

A contratação desta empresa é provisória apenas para resolver o problema emergencial do acúmulo de lixo que a cidade possa enfrentar, principalmente no período de fim de ano, onde a produção de detritos tende à aumentar. A empresa deve realizar o transbordo ainda nesta sexta (20/12), segundo a Prefeitura.

Todo o lixo acumulado em Potirendaba será levado para um Aterro Sanitário especializado na cidade de Iperó (SP), já que empresas da região negaram realizar o serviço. A empresa foi contratada através da modalidade por dispensa de licitação, pois o contrato é provisório e o ato licitatório deverá ser aberto na próxima semana.

A estimativa da prefeitura é de que o município produza uma média diária de 5,5 toneladas de lixo reciclável e 3,5 toneladas de lixo comum, um total de 9 toneladas por dia. Nestes 11 dias sem enterrar o lixo, a cidade já produziu cerca de 99 toneladas de resíduos.

Segundo o assessor do meio ambiente do município, Luciano Lourenço, este lixo acumulado em Potirendaba será 100% reciclado e já a partir do mês que vem, apenas o lixo orgânico será levado do município. “Vamos voltar a realizar a separação do lixo orgânico do reciclável aqui na nossa Usina de Reciclagem da cidade. O lixo comum será levado pela empresa e o reciclável será vendido e a renda revertida para o município”, explica.

A coleta nas ruas do município não foi prejudicada desde a interdição do aterro na última semana. Todo o lixo vinha sendo depositado temporariamente em um galpão da Usina de Reciclagem.

Segundo a Cetesb, o aterro sanitário em valas estava sem as licenças
ambientais, desobedecendo a critérios técnicos e em local não permitido,
além de ter sido feito o alteamento sobre antigas valas sem autorização.

A prefeitura recebeu duas advertências, sendo uma em dezembro de 2017 e abril de 2018. Em agosto do ano passado a Cetesb multou o município em R$ 16.705,00 e em janeiro deste ano aplicou ainda uma multa diário o valor de R$ 35 mil.

” Em vistoria no local na última quarta-feira, dia 11/12, foi constatada a atividade de transbordo de resíduos sólidos domiciliares sem as devidas licenças ambientais, em função da qual estão em avaliação as ações cabíveis. Considerando a situação emergencial em que se encontra, o Município deve destinar os resíduos sólidos domiciliares para um aterro
sanitário licenciado, mediante encaminhamento direto após coleta ou mediante transbordo, observação que este necessita de licenciamento específico”, diz trecho da nota enviada à Gazeta.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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