Prefeito de Nova Aliança prefere comprar carro de luxo ao invés de terminar construção de escola

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O dinheiro que poderia ser usado para terminar a construção de uma escola de Nova Aliança que está abandonada há anos foi destinado à compra de um carro de luxo de mais de R$ 100 mil para o prefeito do município.

Na edição do mês de março deste ano, a Gazeta do Interior mostrou que a construção de uma escola municipal que começou há três anos, custou aos cofres municipais R$ 140 mil e não foi concluída por falta de verba.

Questionado na época sobre a demora da entrega da obra, o diretor de obras e serviços da prefeitura de Nova Aliança, Mauro Bassetti, respondeu que a prefeitura não tinha dinheiro suficiente para concluir a escola e que até o segundo semestre deste ano entregaria a unidade.

Porém o prefeito do município, Jurandir Barbosa de Morais, decidiu usar o dinheiro que poderia ser destinado ao término da obra para comprar um veículo de altíssimo conforto e luxo para seu uso.

De acordo com o portal da transparência, Jurandir comprou um Ford Fusion Titanium 2.0 Ecoboost, zero quilômetro, tipo sedan da empresa Ford Motor Company Brasil LTDA pelo valor de R$ 114,5 mil. O veículo é o mesmo modelo comprado também pela prefeita de Potirendaba, Gislaine Franzotti, este ano. A prefeitura tinha um modelo Honda Civic EXS 2012 e foi trocado pelo modelo da Ford.

Com base na matéria publicada pela Gazeta, um dos vereadores protocolou um requerimento de informação na prefeitura solicitando explicações do executivo quanto à compra do veículo. No documento o legislativo questiona ainda que o antigo carro usado pelo prefeito está em excelente estado de conservação e atualmente é usado pela vice-prefeita da cidade.

Questionado sobre a necessidade da compra do carro, o prefeito informou que adquiriu o veículo para viajar para ter segurança nas estradas e um maior conforto. Quanto à terminar a construção da escola ao invés de comprar o carro, Jurandir disse que por enquanto não há a necessidade de terminar a obra.

“Eu comprei o carro por que achei que precisava comprar. Na hora que o município tiver algum aluno fora da classe e a escola não estiver funcionando, aí alguém pode questionar, mas por enquanto não tem essa necessidade”, disse o prefeito.

Na reportagem da época, a matéria mostrou ainda o exemplo de mães que peregrinavam em creches da cidade em busca de vagas para os filhos. Uma obra que talvez pudesse ser destinada a uma creche, continua abandonada, virando alvo de vândalos e jogando na cara da população que o dinheiro público é administrado de qualquer jeito.

(Matéria publicada na edição imprensa do mês de junho da Gazeta do Interior)

(Foto: Divulgação)

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