Preços do arroz, óleo e leite disparam em cidades da região e preocupam consumidores

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Terça-feira, 08 de setembro de 2020

Quem foi ao supermercado nas últimas semanas levou um baita susto com os preços de três produtos essenciais no dia-a-dia do consumidor. O arroz, o óleo e o leite sofreram reajustes de mais de 50%, em algumas cidades.

O motorista de caminhão, Leonardo da Silva chegou a enviar fotos para a Gazeta e pedindo esclarecimentos sobre a elevação nos preços destes alimentos. Ele é morador de Nova Aliança e afirma que na cidade o arroz já ultrapassou os R$ 30 o pacote com 5 quilos.

“Infelizmente a carne, feijão, legumes e leite também sofreram reajustes. O que chama a atenção é que paguei R$ 33,12 de um pacote de arroz aqui em Nova Aliança e o mesmo arroz em Potirendaba está custando R$ 26,00”, diz.

A gerente de um supermercado em Potirendaba, Aline Siqueira Dourado, explica que está havendo falta de produto e alguns fornecedores já afirmaram que estão sem estoque.

“Infelizmente nós apenas repassamos os valores. Há algumas semanas que já estamos recebendo a mercadoria com preço maior e somos obrigados a repassar”, explica.

No mercado onde ela trabalha o pacote de arroz com 5 quilos que antes era encontrado por R$ 12,99, agora é comercializado por R$ 17,99. O leite era vendido por R$ 2,89 e agora varia entre R$ 4,09 e R$ 4,29 a caixa de um litro. O litro do óleo de soja também está custando mais caro, variando entre R$ 5,39 e R$ 6,10.

Segundo nota divulgada pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), o fator com mais impacto nessa alta é uma pressão no mercado internacional desde o início da pandemia.

“Observou-se (desde a declaração de calamidade pública pela OMS em março) um aumento significativo na demanda do mercado externo, o que, somado à restrição de oferta do produto por alguns países exportadores, com vistas a assegurar o abastecimento interno, ocasionou a forte valorização do grão”, diz o texto.

A alta do dólar frente ao real também está entre os motivos para que o alimento chegue mais caro até os supermercados. “A elevação do câmbio que, além de tornar atrativas as exportações do arroz em casca brasileiro, praticamente inviabilizou as importações do produto dos parceiros do Mercosul”, cita a nota da Abiarroz.

Para os consumidores finais, as explicações ficam em segundo plano frente à falta que o alimento pode fazer nas mesas de famílias em todo o país. Ainda mais porque outros itens da cesta básica, especialmente ligados ao mercado de grãos — como óleo e leite de soja, além do feijão — tiveram índice de reajuste parecido com o do arroz no mês de agosto.

(Foto: Colaboração leitores/Gazeta do Interior)

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