Preço do etanol dispara da noite para o dia e assusta motoristas em toda a região

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Reportagem de 25/07/2019

O preço do litro do etanol aumentou da noite para o dia e assustou motoristas aqui da região noroeste paulista. Em alguns postos o preço do litro do combustível chegou a subir quase R$ 0,50.

A maior alta está em São José do Rio Preto, onde, até ontem, o litro do produto era comercializado a R$ 2,299. Ainda no final da tarde, alguns postos já começaram a alterar os preços e a vender o combustível a R$ 2,799, um aumento de R$ 0,50 por litro.

Bady Bassitt aumentou de R$ 2,399 para R$ 2,599. Ibirá ainda manteve o preço de R$ 2,389. Elisiário continua sendo a cidade que vende o etanol mais barato da região, comercializando o produto a R$ 2,29, porém os donos de postos disseram à Gazeta que repassarão o reajuste também nos próximos dias.

Em Potirendaba, alguns comércios vendiam o etanol a R$ 2,390 e já subiram hoje para R$ 2,490. A média de reajuste na cidade foi de R$ 0,10 a R$ 0,20 por litro, porém os donos de postos orientam os motoristas a encherem os tanques, pois o preço vai aumentar ainda mais.

De acordo com estes comerciantes, o preço atrativo dos últimos meses fez com que o consumo do combustível aumentasse consideravelmente. Isso provocou uma diminuição nos estoques das usinas e também das distribuidoras.

Apostando em uma safra recorde, as condições climáticas acabaram prejudicando as lavouras e a consequência disso tudo respinga, como sempre, no consumidor final. A aposta é de que o preço do produto possa chegar na casa dos R$ 3,00 até o final do ano.

Márcia de Oliveira mora em Bady Bassitt, mas trabalha em Rio Preto e usa o carro para viajar todos os dias. Ela diz que se continuar aumentando, a solução será trabalhar de ônibus.

“A gente sabe que é cansativo viajar de ônibus, não te oferece conforto e nem qualidade, porém será a solução mais viável. O salário da gente não acompanha o tanto de reajuste dos produtos todos os dias”, reclama.

Nossa reportagem tentou falar com o presidente do Sindicado do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo (Sincopetro) de Rio Preto, Roberto Uehara, porém até o momento não conseguiu contato.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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