Preço da carne bovina dispara em mais de 40% em mercados de Potirendaba

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O aumento assustador no valor da carne bovina causou reflexos imediatos em mercados e açougues de Potirendaba (SP) e também da região. A exportação para outros países e a falta de produto são alguns dos fatores que influenciaram significativamente na elevação do preço.

O produtor de gado de Potirendaba, Moacir Antonio Vieira, explica que o aumento na cidade foi mais de 40% nestas últimas semanas. Ele que abate uma média de 100 cabeças por mês, diz que sentiu os reflexos do reajuste.

“Tivemos dois fatores cruciais que foi a elevação na exportação de carne para a China e também pouco produto no mercado, pois muitos produtores não estavam produzindo em grande escala. Então foi a lei da oferta e procura, onde quem tem produto no mercado vende pelo preço que quer”, explica.

Na cidade, o preço médio do contra-filé, por exemplo, saltou de R$ 24 para R$ 34 o quilo, um reajuste de 42%. O preço do quilo da picanha que antes custava R$ 37,00, passou para R$ 48, aumento de 30%.

Renato Maluf é dono de supermercados em Potirendaba e também Nova Aliança. Ele fala que teve que reduzir a margem de lucro para não assustar ainda mais os clientes.

“Infelizmente foi um aumento que pegou todo mundo de surpresa e que ninguém esperava. Antes a gente pagava R$ 150 a arroba do boi e agora passou para R$ 215. Tivemos que reduzir nossa margem de lucro para não perder o cliente”, afirma.

Moacir acredita que o preço da carne já está estabilizando, porém não voltará mais ao preço antigo. “Infelizmente o que estava acontecendo era uma defasagem no valor da arroba do boi, pois há anos não se tinha reajuste. Eu acredito que o valor já está normalizando, mas o o preço antigo não vai voltar mais”, finaliza.

Crise nacional

Os aumentos seguidos no preço da carne bovina não são exclusivos de Potirendaba e região. Em diversos estados do Brasil o valor do produto também disparou. Em todo o país, a carne vermelha subiu em média 20% em novembro na comparação com setembro deste ano.

Segundo a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, os preços ficaram estáveis por muito tempo e que os produtores vivem um momento de euforia, mas que o mercado vai se equilibrar. Ela ainda disse que mesmo sendo um grande exportador, o Brasil poderá importar carne.

No acumulado de janeiro a setembro de 2019, os embarques de carne bovina do Brasil somaram 1,2 milhão de toneladas, alta de 9,2% em relação a igual período do ano anterior, de acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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