Potirendaba vulnerável: Policiais afirmam que prefeitura diminuiu “extra”

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A segurança de Potirendaba está mais vulnerável a partir da última semana. Isso por que a prefeita da cidade, Gislaine Franzotti (PMDB), decidiu diminuir o repasse “extra” aos dez policias militares que trabalham quando estão de folga.

Na última semana, essa mesma matéria foi publicada pela Gazeta do Interior, mas poucos minutos depois foi retirada do ar. O motivo é por que a informação do cancelamento do convênio não procedia. Após constatação do jornal junto aos policiais que procuraram nossa reportagem, ficou provado que o convênio não tinha sido cancelado, mas sim, diminuído.

O pagamento é chamado, legalmente por lei, de Atividade Delegada, onde prefeitura firma convênio com governo do Estado de repasse mensal para que policiais trabalhem oito horas quando estão de folga.

A medida de pagar os PM’s foi tomada pela executiva em maio desse ano e surtiu efeito. O índice de criminalidade caiu na cidade, conforme revelam dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). De janeiro a maio foram registradas 73 ocorrências de furto. De junho para outubro, o número caiu para 57 casos.

Como os soldados trabalham 12 horas e folgam 48, eles trabalhavam oito e ainda tinham um dia de descanso. Cada hora para esses policiais custava aos cofres municipais R$ 14. Em um mês, os homens não podiam fazer mais do que dez escalas cada. Somando em trinta dias, os dez PM’s a mais trabalhando custavam para a cidade R$ 11,2 mil.

“Os policiais trabalhando nessa função reforça a segurança da cidade, pois com a atividade tinha duas viaturas com quatro homens, agora tem apenas um carro com apenas dois homens”, disse um dos soldados que não quis ser identificado.

Ainda de acordo com os policiais, de sexta, sábado e domingo a função continua, mas com apenas um policial a mais, fator esse que impossibilita ele estar na rua sem o segundo ‘parceiro’, já que as regras internas da polícia não permitem apenas um policial realizar abordagens de rotina.

Em São José do Rio Preto, por exemplo, município com quase meio milhão de habitantes, a prefeitura paga R$ 17 a hora. Na cidade tem 10 viaturas a mais trabalhando todos os dias.

A assessoria de imprensa da prefeitura de Potirendaba negou o cancelamento do contrato e disse que existe o convênio normalmente, mas não informou se as escalas foram reduzidas.

O capitão da Polícia Militar de José Bonifácio, Maurício, também disse que o convênio existe normalmente e que são os policiais que não tiram escala por que não querem.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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