Potirendaba (SP) é única cidade da região com usina de separação de lixo

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Quinta-feira, 09 de julho de 2020

Potirendaba (SP) sempre foi reconhecida em todo o Estado pelo pioneirismo no tratamento de água, esgoto e lixo do município. Não sendo diferente, a cidade é a única da nossa região a ter uma usina que separa todo o lixo antes de ser destinado ao aterro sanitário.

Há 17 anos que o município conta com uma Estação de Tratamento de Esgoto e também uma Usina de Reciclagem do lixo. Na época, a cidade chegou a ser reconhecida como modelo no Estado por ser uma das primeiras a ter 97% do esgoto tratado e 100% do lixo separado e reciclado.

Potirendaba separava o lixo reciclável e depositava os detritos orgânicos em valas na própria cidade. Conforme a Gazeta mostrou no ano passado, por falta de capacidade, o Aterro Sanitário chegou a ser interditado pela Cetesb e a Prefeitura então passou a destinar o lixo para os aterros da empresa Constroeste Ambiental.

Atualmente, 22 funcionários trabalham na Usina separando o lixo comum do reciclável. Por dia, 7 toneladas de detritos são recolhidas das ruas e 20% desse material se transformam em dinheiro para o município.

Antônia Núbia é uma das funcionárias da Usina. Perguntamos a ela como era trabalhar separando o lixo e a resposta nos surpreendeu.

“Eu não acho difícil separar o lixo não, aqui trabalhamos na sombra, temos café da manhã, horário de almoço, café da tarde, trabalhamos oito horas por dia e com todos os benefícios. Só tenho que agradecer por ter um emprego e poder criar meus três filhos”, afirma.

Ivaneide Gonçalves diz que está trabalhando na Usina há três meses. Ela que também tem filhos, diz que o emprego veio em uma boa hora para complementar a renda da família.

“Só tenho que agradecer por estar empregada, ainda mais diante de uma situação como esta que nosso país enfrenta. Aqui trabalhamos com todos os equipamentos de proteção apropriados e ainda com muita dignidade”, comenta.

Por semana, a Constroeste leva cerca de 30 toneladas de material orgânico do local. Segundo o Portal da Transparência da cidade, a prefeitura paga, por mês, cerca de R$ 150 mil pelo transbordo e destinação final dos resíduos – valor este que é pago por tonelada recolhida.

Com a Usina de Separação de Lixo, Potirendaba gera empregos, renda e ainda economiza dinheiro dos cofres municipais, pois o volume de lixo destinado à empresa é reduzido. A vizinha Bady Bassitt (SP), por exemplo, não realiza a separação do lixo, onde, consequentemente, o volume de materiais levado da cidade é maior.

No município, a empresa contratada para realização do serviço também é a Constroeste Ambiental. Todos os meses, Bady paga pelo tratamento de resíduos, incluindo coleta, locação de contêineres, transporte e disposição final em aterro sanitário dos detritos.

Só em maio, segundo o Portal da Transparência, o município pagou R$ 226.340,90 para a Constroeste pela prestação destes serviços – uma diferença de mais de R$ 76 mil – 51% a mais comparado com Potirendaba. A vizinha, São José do Rio Preto, com mais de 500 mil habitantes, também enterra todo seu lixo, sem separação.

De acordo com a prefeitura de Potirendaba, todo o material reciclado das últimas coletas será leiloado e a renda será revertida para a compra de cestas básicas que serão destinadas às famílias afetadas pela pandemia do novo coronavírus, no município.

NOTA DE RETIFICAÇÃO:

Ontem (09/07), a Gazeta noticiou que Bady Bassitt pagou em junho o valor de R$ 1.057,000,00 para a empresa Constroeste Ambiental, porém, o valor apurado pelo jornal não era o mesmo que foi pago pelo município, sendo que o correto é de R$ 226.340,90 no comparativo com o mês de maio. Por este erro, pedimos desculpas.

(Fotos: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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