Potirendaba deve vacinar mais de 25 mil cabeças de gado; país pode ser reconhecido como livre de febre aftosa até 2021

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Com rebanho estimado em cerca de 25 mil cabeças de gado, os produtores rurais de Potirendaba começam a se organizar para realizar, em maio, a vacinação contra a febre aftosa. A vacina ainda é obrigatória em diversos estados do país, mas isso pode mudar dentro de três anos.

No Brasil, após avaliação do Comitê Científico da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), 25 estados e o Distrito Federal devem ser reconhecidos livres da febre aftosa com vacinação pelos 180 países-membros do órgão. Em Santa Catarina, o reconhecimento sem vacinação já está em vigor desde 2007. A confirmação da medida do Comitê deve vir na reunião da assembleia-geral em maio.

Conforme prevê o Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (Pnefa), o próximo grande passo do Brasil será retirar a vacinação contra a doença. A partir de maio do próximo ano, Acre e Rondônia, além de municípios do Amazonas e de Mato Grosso, começarão a abolir a vacinação. A previsão é que até maio de 2021 todo o país deixe de vacinar o rebanho e, até maio de 2023, o país inteiro poderá ser reconhecido pela OIE como livre da aftosa sem vacinação.

“A importância na continuidade da vacinação contra febre aftosa por parte do produtor rural é que o mesmo protege seu rebanho contra uma possível infestação pelo vírus, uma vez que ainda não foi oficialmente estipulado como livre o estado de São Paulo”, explicou o veterinário Paulo César Villa Filho, especialista em clínica e cirurgia de grandes animais e mestre em saúde animal.

Paulo César ainda ressalta a importância de manter a vacinação em dia, enquanto o país não recebe o reconhecimento oficial. “O produtor rural deve continuar muito atento aos prazos estipulados para a vacinação, pois uma vez que não realizar a mesma será multado”, acrescentou.

No Estado de São Paulo, a vacinação da febre aftosa é feita em duas etapas: em maio, de 01 a 31, quando todos os bovinos e bubalinos devem ser vacinados; e em novembro, de 01 a 30, quando são vacinados bovinos e bubalinos com até 24 meses.

Foto: Agência Gazeta do Interior

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