Posto de Saúde de Nova Aliança é suspeito de entregar medicamento vencido à recém-nascido

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O Posto de Saúde de Nova Aliança é suspeito de ter entregue medicamento vencido há quase um ano para uma criança de um mês de vida no fim do mês passado. A coordenadoria de Saúde da cidade nega que o remédio tenha sido entregue nesta data.

Segundo a mãe, Michele Regina da Silva Paiva, o filho passou com o médico pediatra do posto no dia 21 do mês passado, onde ele receitou Simeticona em gotas. No dia seguinte a dona de casa então foi ao Posto de Saúde para pegar o medicamento.

“A minha sorte é que eu olhei a data de validade antes de dar o remédio para o meu filho. Eu não costumo olhar, mas parece que Deus me falou pra eu olhar e o remédio estava vencido desde setembro de 2015”, diz a mãe.

A receita prescrita pelo médico no dia 21/07/2016 orienta que a mãe medicasse o menino com quatro gotas de oito em oito horas. Inconformada, a irmã Andreia Paiva Calijuri foi até o posto médico questionar a validade do medicamento, pois como Michele está de dieta, não poderia sair de casa.

“Eu questionei as complicações de dar um medicamento vencido para um recém-nascido e eles (funcionários) me disseram que pode ser que não acontecesse nada, mas se os produtos tem validade é para ser cumprido o prazo. Eles disseram que iriam verificar o que o ocorreu, mas seguraram o remédio e me informaram que tinha chegado na semana passada”, diz Andreia.

Em nota enviada à Gazeta, a Secretária de Saúde de Nova Aliança, Maria Alice Vitoriano, diz que a farmácia da unidade conta com sistema informatizado que registra todos os lotes e vencimentos das medicações e que a medicação em questão é de alta rotatividade sem tempo, no entanto, dos lotes chegarem a vencer sem serem distribuídos.

“No dia 21 de julho foi dispensado para a senhora Andreia, tia da criança, um frasco de Simeticona  gotas. A tia retornou à farmácia da unidade com um frasco de simeticona com data de vencimento de setembro de 2015. A atendente disse a ela que aquele frasco de medicamento não havia sido dispensado pela unidade no dia 21 de julho, mas mesmo assim forneceu um novo frasco”, diz trecho do documento.

A secretária diz ainda que o lote do medicamento que a paciente afirma estar vencido é de uma compra realizada no dia 24 de abril de 2014 e que depois disso foram feitas outras duas compras, sendo uma em 2015 e outra agora em 2016, cujo último é o que, segundo ela, está em estoque na farmácia. “A atendente garante ter sido dispensado no dia 21 de julho o último lote adquirido em 2016. Esta declaração da secretaria de saúde do município não tem o intuito de acusação e sim de defesa baseada em dados reais após minuciosa apuração das responsabilidades”, diz por fim a nota da secretária.

Questionamos o delegado da cidade, Mauro Truzzi, sobre quais crimes caraterizam o fornecimento de medicação vencida. “É um crime contra a relação de consumo que se enquadra no Código de Defesa do Consumidor. Só que infelizmente a tia devolveu o frasco do mediamento e falta prova material para o inquérito, pois com ele mandaríamos para perícia e iríamos apurar de onde saiu esse medicamento vencido”, diz.

(Fotos: Arquivo pessoal)

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