Postes no meio das ruas ou danificados põem em risco a vida da população de cidades da região

Posted by at 6:00 Comments Print

Postes com estruturas comprometidas ou muitos deles no meio das ruas de cidades da região estão colocando em risco a vida da população que é obrigada a conviver com o problema.

Em Potirendaba e Bady Bassitt, em uma rápida visita, nossa equipe encontrou quatro postes que deveriam estar na calçada, mas que tomam conta de parte das ruas. A Gazeta do Interior mostrou no ano passado seis outros que estavam quebrados e que foram substituídos após denúncia do jornal.

Em Potirendaba, o poste que fica bem em frente à casa de Andressa Fabíola Briones está colocando em risco a vida da família dela. A estrutura que ainda é de madeira, está com o pé todo danificado e com uma ventania está fácil desabar.

“Eu já liguei na CPFL várias vezes e eles vem olhar e falam que o poste ainda está bom. Como que está bom, sendo que está todo podre”, questiona Andressa que tem uma filha recém-nascida e teme que o poste caia em cima da casa dela.

Ainda em Potirendaba, no fim da rua General Osório o problema é ainda mais grave. Um transformador de energia elétrica sustentado por três postes está no meio da rua. A via que é de pouco movimento preocupa os moradores vizinhos.

“A gente tem medo desses postes no meio da rua. Aqui a rua já é descida, imagina se vier um carro correndo e bater nesse transformador. Pega fogo em tudo”, diz o morador Antonio dos Reis.

Na rua Maria Pastorelli Romero, no bairro José Afonso Amato outra estrutura no meio da rua tira a paz dos moradores próximos. A via é bastante movimentada, pois ela liga à usina de cana de açúcar da cidade e também ao anel viário do município. Outro poste encontrado por nossa equipe também fora da calçada é na rua Creuza Visquetti, no bairro Morada do Sol.

Em Bady Bassitt nossa equipe encontrou um poste no meio da rua Gastão Vidigal, bem no centro da cidade. A estrutura ainda também é de madeira.

Problemas assim nas cidades da região já tem se tornado comum. Na primeira semana de fevereiro, a Gazeta mostrou o problema que moradores do bairro Coqueiral, de Potirendaba, enfrentavam. Um poste de madeira que estava inclinado para frente e prestes a cair, foi escorado pela própria Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) com um pedaço de madeira e amarrado com cabos de aço.

Após a CPFL tomar conhecimento da situação do caso através da Gazeta, o poste foi substituído por um de cimento. Sobre os postes no meio da rua, a Companhia disse que nunca instala postes no leito carroçável de ruas e avenidas ou em frente a garagens. O traçado dos postes da rede de distribuição de energia elétrica é feito de acordo com o projeto fornecido pelo Poder Público (prefeituras) ou pela empresa responsável pelo empreendimento (lançamento de loteamento).

Disse ainda que no caso de solicitação de mudança, segundo determina regulação do setor elétrico, o custo para o deslocamento do poste, que engloba as taxas de empresas de telefonia e TV a cabo é de responsabilidade do solicitante. A cobrança do serviço é autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O valor varia de acordo com as obras necessárias e com os equipamentos suportados pelo poste.

Já sobre o poste danificado de frente à casa da moradora Andressa, a Companhia não respondeu.

(Matéria publicada na edição impressa da Gazeta do Interior do mês de março de 2015)
(Fotos: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

Cidades Destaques Últimas Notícias , , , , ,

Related Posts