POR QUE NÃO POSSO TRABALHAR? Vigilância Sanitária de Potirendaba lacra lanchonete sem motivos, cassa alvará e não responde o porquê da interdição

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Luiz Aranha

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A Vigilância Sanitária de Potirendaba lacrou, no último mês, uma lanchonete sem alegar um real motivo e sem nunca antes ter emitido qualquer tipo de laudo. Um novo pedido de vistoria foi protocolado pela proprietária na secretaria, porém, mais de um mês depois, nem prefeitura e nem órgão respondem à solicitação.

A dona da lanchonete, Maria Lucia da Silva, explica que fez um pedido de vistoria na Vigilância no dia 17 de junho deste ano, quando abriu o comércio e a prefeitura emitiu um alvará de funcionamento provisório à empresária. No dia 10 de julho, sem nenhum laudo emitido anteriormente, o órgão, com apoio da Guarda Civil Municipal, interditou a lanchonete.

A Gazeta teve acesso ao decreto emitido no dia 10 de julho de 2012 pela prefeitura de Potirendaba. No documento, a Vigilância alega que cassou o alvará de funcionamento da lanchonete por que o comércio está desvirtualizando suas atividades e que não atende as exigências mínimas estabelecidas pela Vigilância Sanitária. Ainda afirma que emitiu um laudo de vistoria datado no dia 10 de junho de 2012, sendo que essa data é um domingo e o órgão não realiza expedientes aos domingos.

“Chegaram aqui sem nenhuma explicação e lacraram minha lanchonete. Eu já procurei a prefeitura, já procurei a Vigilância, mas ninguém da um parecer ou qualquer tipo de explicação sobre o porquê o órgão não vem realizar uma nova vistoria”, diz Maria. “Se tem alguma coisa de errado, me multem, venham falar comigo, tomem as providências necessárias, mas estou aqui sem trabalhar, preciso sustentar minha família e ninguém me responde nada”, completa a comerciante que afirmou ter entrado com uma ação no Ministério Público contra a prefeitura.

Em nota, a prefeitura de Potirendaba informou que o comércio sediado na vicinal, Luiz Carlos Brandolezi, foi fechado em fase de atendimento as exigências estabelecidas pela Vigilância Sanitário do município. Nossa produção pediu ainda cópias dos laudos emitidos pelo órgão e o porquê da interdição, mas não obteve respostas.

(Foto: Luiz Aranha)

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