População reduz consumo de água em Potirendaba e Uchôa, mas situação ainda preocupa autoridades

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Imagem mostra moradora de Uchôa lavando a rua enquanto conversa com amiga

Três meses depois de entrar em vigor o racionamento de água em Uchôa e multar quem desperdiça em Potirendaba, a Gazeta do Interior realizou um levantamento do consumo nesse período e mesmo havendo diminuição, a situação ainda preocupa autoridades, pois as chuvas não foram suficientes para repor os mananciais.

A grande preocupação ainda é com relação ao desperdício desenfreado da população. Em Potirendaba, mesmo aplicando multa severa que varia de R$ 402,80 a R$ 1.007,00, centenas de pessoas continuam lavando calçadas, carros e usando água como se não houvesse amanhã.

De janeiro até agora a Lei multou duas pessoas, orientou verbalmente 80 e notificou por escrito 45 desperdiçadores. O setor de fiscalização da prefeitura de Potirendaba diz que houve diminuição drástica no desperdício de quando a lei começou a ser fiscalizada em agosto do ano passado.

Os dados fornecidos à pedido da Gazeta pelo Saneamento de Água e Esgoto de Potirendaba (SAEP), mostram que, em janeiro desse ano, a cidade consumiu 81.682 m³ de água. Já em fevereiro esse número caiu para 71.881 e agora em março, o consumo chegou a 52.659 milhões de litros, até o dia 24. A redução de janeiro comparado com março chegou a mais de 55%.

Uchôa que ainda vive racionamento desde novembro do ano passado, também multa quem desperdiça água. O racionamento no abastecimento é por prazo indeterminado, segundo o decreto, para residências, indústrias e comércios. A interrupção do abastecimento está sendo de segunda a sexta-feira das 12h às 16h.

Já a lei criada também pelo executivo no dia 16 de setembro do ano passado, proíbe os moradores de lavarem as calçadas, quintais e carros. Na cidade a multa é mais leve do que em Potirendaba, no valor de R$ 176. Só no caso de reincidência que o valor é aplicado em dobro.

Os dados fornecidos pelo Departamento de Água e Esgoto de Uchôa (DAE), também a pedido da Gazeta, mostram que em janeiro desse ano a cidade com 9.927 moradores, consumiu 54.762 milhões de litros de água, quase o que Potirendaba que tem mais de 16 mil habitantes consumiu em março. Esse número em fevereiro caiu para 50.558 m³ e em março ainda não foram feitas as leituras, segundo o Departamento.

Mesmo com racionamento, a redução de janeiro para fevereiro ainda é mínima. De um mês para o outro houve redução de pouco menos de 8,5% no consumo total dos moradores.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior-Arquivo)

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