População de Catiguá avalia saúde pública com nota 4,5

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O atendimento público de saúde no município de Catiguá não tem agradado os moradores da cidade. Avaliação feita pela população na série de reportagens da Gazeta do Interior resultou em nota 4,5, sendo a pior avaliação de todos os municípios até agora.

Uma das principais queixas dos usuários do Sistema Único de Saúde é a falta de atendimento 24 horas na cidade. A cidade que tem pouco mais de 7 mil habitantes, é obrigada a enfrentar doses diárias de espera e paciência.

No município apenas atendimento básico é realizado. Quem precisa de um atendimento de emergência precisa percorrer longos 13 quilômetros até Catanduva. A viagem dura em torno de 20 minutos, uma eternidade para um caso de vida ou morte.

Entre consultas e procedimentos médicos, Catiguá realiza uma média mensal de 1,5 a 2 mil por mês. No município há uma estimativa de 8 mil prontuários cadastrados, segundo a secretaria de saúde.

Apenas uma Estratégia de Saúde da Família (ESF) e uma Unidade Básica de Saúde (UBS) atendem os moradores. Segundo o diretor técnico de saúde de Catiguá, Junior Federici, a UBS que fica no bairro Santa Isabel atende até às 22h e há uma ambulância de plantão 24 horas para quem precisa ir para Catanduva em caso de emergência.

Nossa produção ligou às 23h35, da terça-feira, dia 10, em dois telefones indicados pela UBS para confirmar se realmente há o serviço, mas ninguém atendeu.

Na cidade há cinco ambulâncias em bom estado de conservação. Os dois prédios não são novos, mas estão bem cuidados, organizados e com bom padrão higiene. “Recebemos uma verba no valor de R$ 200 mil para reformar a ESF do bairro São Sebastião. Dentro de uns 20 dias daremos início às obras”, diz Junior.
Um psiquiatra, um pediatra, um cardiologista, um ginecologista e quatro clínicos gerais compõem o quadro clínico da cidade. Além desses, um médico Cubano é a grande expectativa da secretaria para auxiliar no atendimento na cidade.

O diretor reclama que a há certa dificuldade em encontrar médicos ginecologistas e pediatras. Cada profissional em Catiguá recebe, em média, R$ 2,5 mil por mês. Os baixos salários pagos nesses pequenos municípios é uma das justificativas para a não procura por parte desses médicos.

Quem precisa de outra especialidade médica precisa recorrer para o Ambulatório de Especialidades Médicas, o AME, de Catanduva. Segundo Junior, mesmo regulando para a cidade vizinha, há uma demanda reprimida de cerca de 200 guias encalhadas na unidade esperando por agendamento. Os números maiores de espera são para reumatologia, oftalmologia e neurologia.

Por conta de esse atendimento ser realizado em Catanduva, a verba que vem do Estado para saúde da cidade, vai direto para Catanduva. O município banca parte das despesas e o restante, cerca de R$ 50 mil por mês, vêm do Governo Federal.

Quanto à falta de medicamentos na cidade, o diretor afirma que há um desabastecimento de alguns medicamentos, mas nada que comprometa a saúde daquele paciente. Remédios de tratamentos especiais, Federici esclarece que de uma forma ou de outra consegue atender.

Junior dá nota 8 para a saúde na qual Junior ele é diretor. “Até pode ter alguém que não concorde, mas mesmo com o pouco recurso, damos conta de suprir todas as necessidades”, diz.

(Fotos: Diogo De Maman/Gazeta do Interior)
(Matéria publicada na edição impressa da Gazeta do Interior do mês de junho de 2014)

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