Polícia investigará suposto crime eleitoral em Potirendaba

Posted by at 19:03 Comments Print

Reportagem de 15 de fevereiro de 2012

Luiz Aranha

luiz@gazetainterior.com.br

A denúncia surgiu depois que Sônia do Prado, funcionária do departamento de Assistência Social, teria levado um grupo de eleitores até São José do Rio Preto para emissão de título de eleitor em veículo oficial na última segunda-feira (13).

Flávio Daniel Alves que é presidente do PSD teria flagrado a funcionária com o grupo em frente ao prédio da 126ª Zona Eleitoral e registrado boletim de ocorrência.

Sônia foi procurada por nossa equipe, mas não pôde comentar sobre o assunto. Quem atendeu a Gazeta foi o advogado e coordenador de administração, Benetido Aparecido Ribeiro Corrêa.

O coordenador informou que a funcionária teria ido levar documentos ao cartório eleitoral e o grupo pediu “carona” para a funcionária e lá foi agredida por Flávio.

“Eu jamais agredi a funcionária, apenas retirei a chave do carro para imobilizar o veículo e acionar a polícia. Apavorada com o fato, ela saiu correndo”, afirma Flávio.

O grupo de eleitores disse que foi à assistência social com o objetivo de obter informação sobre a emissão do título e lá foram informados, por uma funcionária, que os eleitores seriam levados para Rio Preto por um carro da prefeitura.

Versão negada por Corrêa, uma vez que existe um convênio da prefeitura com o cartório eleitoral móvel de Rio Preto que atende a população todos os sábados. “Se temos aqui um cartório para emissão prática de títulos, por qual motivo levaríamos esse grupo até Rio Preto”, questiona Benedito.

Maria Vanda Rodrigues foi acompanhar o grupo, pois ela já tem título. Ela afirmou que no caminho Sônia falava ao celular pedindo sua carteira de habilitação que tinha esquecido em casa. As testemunhas afirmaram que esperaram a funcionária na frente do cartório por cerca de 4 horas com fome, sede e dor nas pernas.

“Ela nos deixou no cartório eleitoral e disse que ia comer charuto no centro da cidade, tivemos que aguentar com fome até quase 3 horas da tarde”, relata Maria.

A filha dela, Janiere Rodrigues de Souza, foi a única que conseguiu tirar o título, pois estava com a documentação em dia. Já Laís Costa Santos e Fernando não puderam emitir porque não tinha a documentação necessária.

A polícia tem até 30 dias para montar o inquérito e encaminhar para a Polícia Federal.

Cidades Destaques , ,

Related Posts