Polícia investiga crimes de explosões de bancos em Cedral, Potirendaba, Uchoa e Tabapuã

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Policiais Civis e Federais continuam na investigação da explosão dos bancos em Cedral, Potirendaba, Tabapuã e Uchoa. As cidades com entre 10 e 16 mil moradores viveram madrugadas de terrorismo com criminosos andando armados com fuzis no meio das ruas.

O caso da Caixa Federal de Potirendaba Polícia Federal e Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São José do Rio Preto são quem investigam a ação que durou menos de três minutos. As imagens foram analisadas pela Guarda Civil Municipal e também pela Polícia Civil na tentativa de identificar a quadrilha.

De acordo com os policiais, provavelmente a ação em Potirendaba contou com mais de três ladrões, todos fortemente armados e em mais de um carro. O que a polícia sabe até agora é que na cidade um carro foi identificado até agora.

A investigação conseguiu descobrir até agora é que a mesma quadrilha que atuou em Cedral, Potirendaba, conseguiu executar o furto em Uchoa e também em Tabapuã. Ao todo já são seis bancos atacados. A suspeita dos policiais é que criminosos aqui da nossa região, inclusive espiões da quadrilha, estão envolvidos no crime, pois possuem alojamentos montados para servir de concentração dos criminosos.

OS CRIMES:

Potirendaba, segunda-feira, 21 de novembro de 2017, 2h44 da madrugada. Pelo menos três criminosos, todos encapuzados, descem de uma Fiat Toro de cor escura e tentam entrar na agência da Caixa Federal da cidade. Imagens do circuito interno do banco mostram o momento em que o primeiro ladrão tenta forçar a porta com a mão e logo sem seguida, com um chute, estoura uma das portas.

Enquanto um fica do lado de fora dando cobertura, dois deles entram e vão em direção a dois caixas eletrônicos onde um deles, com um pé de cabra, tenta colocar as bananas de dinamites. Automaticamente, uma cortina de fumaça é acionada pelo sistema de segurança da agência.

Apavorados, eles saem do local e, ainda na frente do estabelecimento, um deles atira nas demais portas para que a fumaça saia, mas como não consegue, o trio foge sem levar nada.

Uma aposentada, de 73 anos, que mora em frente ao banco e prefere não se identificar, conta que viu quando os bandidos chegaram usando capuz e armados.

“Era umas três da manhã e estava chuviscando. Eu vi tudo aqui pela janela do meu quarto, quando eles desceram, deram os tiros e quebraram as portas. Aí saiu uma cortina de fumaça do banco e eles fugiram sentido Cana do Reino”, conta.

O Sargento da Polícia Militar de Potirendaba, Welton Cezar da Silva, explica que os policiais foram acionados por vizinhos. “A equipe estava em patrulhamento pela cidade quando recebeu a informação do furto ao banco. A viatura se posicionou próximo ao local e acionou reforço de Ibirá, Cedral, Bady Bassitt e policiais da Caep, mas quando chegaram fizeram incursão eles já haviam fugido. No local os policiais apreenderam cápsulas de uma pistola .40 e em seguida a perícia foi acionada”, diz.

A saída do bairro Cana do Reino é um dos locais que ainda não existe câmeras de monitoramento. O município possui Sistema de Monitoramento que controla a maioria das entradas e saídas por câmeras que registram as placas dos veículos 24 horas. A polícia acredita que os criminosos tenham fugido por estradas de terra que dão acesso ao município, o que dificultará a identificação do bando.

A agência fica na Avenida Maestro Antônio Amato, quase no fim da cidade o que torna uma rota fácil de fuga. A única câmera de segurança voltada para a rua fica escondida atrás de um coqueiro, o que pode não ter registrado a chegada dos ladrões. Residências próximas não possuem sistema de monitoramento.

O Sargento fala ainda que foi uma ação planejada, ousada e principalmente por ser dia 21, dia de pagamento de vale salário e de parcela do 13º. “Nossa cidade possui câmeras, Guardas Municipais, Policiais Civis e a própria Polícia Militar que mesmo assim não intimidaram a ação desse bando. Foi uma ação planejada principalmente por ser uma rota de fuga fácil que felizmente acabou frustrada”, destaca.

Frustrada, no dia seguinte a mesma quadrilha, no mesmo veículo, chega às 2h24 em frente ao banco Santander de Uchoa. Na cidade eram pelo menos sete assaltantes, todos eles armados com fuzis e também encapuzados.

Imagens de circuito interno de câmeras de comércios mostram quando um deles desce armado com a arma de grosso calibre e sobe a rua Pedro de Toledo para dar apoio aos demais bandidos que vão detonar a agência.

A Fiat Toro contorna no meio da rua e fica estacionada na lateral da agência quando outros ladrões entram no local e detonam os três caixas eletrônicos com cerca de R$ 100 mil. Uma das câmeras da lotérica na esquina do banco foi virada por um dos bandidos para não registrar a ação, mas outro equipamento direcionado para o banco filmou o crime e mostra todos eles com capuz e capas de chuva.

“Infelizmente é uma ação difícil de prevenir diante da quantidade de criminosos e pelo grande poder de armamento deles”, diz o capitão da Polícia Militar, Fábio Veiga.

Menos de um mês depois, a mesma quadrilha explode caixas eletrônicos do banco Bradesco e Santander na madrugada de sábado, 16/12, em Tabapuã. Era por volta da 1h00, quando diversos criminosos fortemente armados chegam em uma Fiat Toro preta e em outro carro sedam que não foi possível ser identificado. Parte do bando desce e coloca as dinamites em caixas eletrônicos do Santander, onde acontece a primeira explosão.

Enquanto parte do grupo recolhe o dinheiro, outro bandido coloca as dinamites no banco Bradesco que fica ao lado, detonando em seguida. A polícia acredita que os criminosos tenham levado uma alta quantia por ser próximo ao dia 20 e pelo fato de ser pagamento de 13º salário de funcionários. Os dois carros fugiram sentido Olímpia e até agora a polícia ainda não tem pistas dos ladrões.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)
(Matéria publicada na edição impressa da Gazeta do Interior do mês de dezembro de 2017)

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