Polícia investiga caso do aluno esquecido trancado em escola de Potirendaba por quase duas horas

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A polícia de Potirendaba investiga o caso de um criança de apenas 7 anos que foi esquecida trancada dentro da escola municipal João Casella, por quase duas horas.

A mãe do menino, Geize Aparecida Lauton disse em entrevista ao portal Gazeta Interior que todos os dias espera o menino no ponto de ônibus do bairro Luis Pastorelli pela chegada dele com o transporte escolar, mas o que não aconteceu naquela quarta-feira. Questionados, aos amiguinhos do filho da dona de casa disseram que o menino não teria entrado no ônibus ao sair da escola.

Gize diz que foi à Guarda Municipal pedir ajuda para tentar encontrar o filho e seguiu para a escola onde o menino estuda. Lá ela viu que já estava tudo trancado e não tinha mais ninguém.

Já por volta das 18h a dona de casa voltou para o bairro onde mora para continuar a procurar o menino e só quase uma hora depois é que ela foi comunicada de que a criança estava trancada na escola.

“Eu senti muito medo e fome. Eu fiquei por último guardando o material e não consegui acompanhar meus amigos na saída. Eu subi em uma carteira e fiquei gritando o tempo todo, até que a tia que mora na escola me ouviu e me tirou de lá”, fala o menino que estuda na segunda série.

Questionado se a professora não teria visto que ele ficou por último na sala de aula, o menino diz que todo mundo saiu antes dele. Só à noite é que os caseiros que moram na instituição ouviram os gritos do menino e só aí que a escola foi aberta e ele entregue à avó.

“Depois disso a diretora veio me falar que ‘isso é coisa que acontece’. Como pode esquecer uma criança dentro da escola sem que ninguém perceba”, questiona a mãe.

A Coordenadoria de Educação de Potirendaba e a direção da Escola João Casella, disseram por meio de nota que o aluno ficou no interior da escola por um período de aproximadamente 30 minutos, quando foi localizado pela caseira que o retirou. Falam ainda que a diretora da escola, juntamente com a Guarda Municipal, transportaram a criança e a entregaram para sua avó, que é a sua cuidadora e que em nenhum momento a mãe esteve presente durante o acontecido. Por fim diz que a Coordenadoria de Educação irá tomar as medidas cabíveis que o caso requer.

A mãe contesta a versão da coordenadoria e da direção. “A avó pegou o menino na escola porque ligaram primeiro para ela, mas isso não justifica o fato deles esquecerem meu filho trancado na escola. Acho que faltou atenção e eu vou registrar o caso na polícia”, diz Geize.

Segundo o delegado de Potirendaba, Adriano Nasser, um boletim de ocorrência de autoria desconhecida foi registrado. “Vamos apurar o caso, ainda precisamos saber quem é a professora porque a mãe não soube dizer. Vamos ouvir ela e saber como funciona o sistema da escola para então poder responsabilizar alguém”, disse.

(Matéria publicada na edição impressa da Gazeta do Interior do mês de maio de 2015)
(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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