Polícia Federal intima prefeito de S. J. do Rio Preto em operação que prendeu amigos de Michel Temer

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A Polícia Federal esteve na manhã desta quinta-feira (29/03/2018) no apartamento do prefeito de São José do Rio Preto e ex-ministro dos Portos, Edinho Araújo (MDB). O Executivo foi intimado a depor na Operação Skala, que investiga se o presidente Michel Temer do mesmo partido, por meio de decreto, beneficiou empresas do setor portuário em troca de suposto recebimento de propina.

Edinho deixou a sede da Polícia Federal por volta das 11h10, depois de ser intimado por policiais no prédio onde mora, no Centro de Rio Preto. O depoimento durou uma hora e meia e nenhum delegado quis comentar o depoimento, pois o processo corre em segredo de justiça.

“Recebi a intimação para comparecer na Polícia Federal, compareci espontaneamente, prestei todo esclarecimento e como fui ministro dos Portos e os fatos envolver isso. Prestei as informações, perguntaram se eu conhecia as pessoas. As minhas ações foram pautadas pela lei e ordem. Todas as ações que envolvem os Portos, de questões de concessão tinham parecer jurídico, da Advocacia Geral da União, estou super tranquilo. Como ministro dei andamento aos processos que já existiram”, afirmou em entrevista coletiva em seu gabinete.

Edinho foi Ministro dos Portos por cerca de 10 meses, em 2015, durante o mandato de Dilma Rousseff (PT). Na época, ele foi indicado ao cargo pelo atual presidente Michel Temer por serem amigos. Durante o período em que foi ministro, Edinho Araújo assinou a renovação da concessão da empresa Libra.

Operação Skala

A operação, autorizada pelo ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito, já prendeu seis pessoas, entre elas o advogado José Yunes, ex-assessor especial da Presidência da República, e João Baptista Lima Filho, ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo

Além deles foram presos na mesma operação: em Monte Alegre do Sul (SP), o empresário Antonio Celso Greco, dono da empresa Rodrimar, que opera no porto de Santos; em Ribeirão Preto, o ex-ministro da Agricultura e ex-deputado federal Wagner Rossi, que em 1999 e 2000 foi diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo, estatal administradora do porto de Santos; em Americana (SP), Milton Ortolan, auxiliar de Rossi; e, no Rio de Janeiro, Celina Torrealba, uma das donas do grupo Libra, segundo informou o jornal “O Globo”.

(Do G1)
(Foto: Marcos Augusto/Gazeta do Interior)

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