Polícia faz reconstituição do assassinato do delegado Guerino do Deinter

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Pelo menos 30 policias de São José do Rio Preto fizeram a reconstituição do assassinato do delegado do Deinter 5, nesta quarta-feira (13). Guerino Solfa Neto, de 43 anos, foi  morto com, pelo menos, oito tiros a queima roupa no sábado do dia 26 de junho, por volta das 19h, em Rio Preto.

Guerino era chefe do setor de inteligência do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter). Após cometer o crime, a quadrilha levou os objetos pessoas e a caminhonete da vítima.

A concentração para a reconstituição partiu da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), no centro de Rio Preto. O primeiro local foi onde o delegado foi abordado, às margens da BR-153. Cada um dos três suspeitos fez separadamente a reconstituição, todos algemados e sob escolta policial.

Depois eles seguiram até o local onde o delegado foi assassinado, na marginal da rodovia Washington Luís, na Estância Jockey Club. A reconstituição que durou mais de cinco horas, vai fazer parte do inquérito e deve ajudar a esclarecer qual foi a participação de cada um dos suspeitos no latrocínio.

De acordo com a polícia, mesmo com os três suspeitos já preso, nenhuma hipótese ainda está descartada, inclusive a participação de mais criminosos. Por isso, o caso continua sendo investigado.

O CRIME:

Desde o latrocínio, uma caçada aos criminosos iniciou em todo o estado por vários policiais. Um dia depois os suspeitos começaram a ser identificados e presos.

O primeiro deles foi Abner Saulo de Oliveira Calixto, de 26 anos, que fugiu com o veículo da vítima e o deixou estacionado na frente da casa da família dele na Capital Paulista. Ele se apresentou e foi trazido para São José do Rio Preto.

No primeiro depoimento Abner dizia que tinha cometido o crime sozinho e que não tinha participação de outro envolvido, mas poucos dias depois surge um novo suspeito. Rodrigo Costa de Lima, de 28 anos, foi preso no dia 30 do mês passado, também na Capital e confessou estar junto com Calixto.

Durante coletiva de imprensa no dia seguinte, a Polícia Civil de Rio Preto dá o caso como encerrado, mas na último dia 5, um novo envolvido é preso. Elias Fernandes do Nascimento, de 18 anos, foi preso em Ipiguá (SP) e diz que não teve envolvimento no crime e sim apenas no roubo da caminhonete de Guerino.

A Gazeta do Interior procurou a família por vários dias para tentar falar sobre o trabalho de investigação da polícia no caso, mas até agora ninguém quis falar sobre o assunto. A Polícia Civil trata o caso como ainda em investigação, mas muitas perguntas precisam ser esclarecidas, a principal delas é o envolvimento da quadrilha com uma das maiores facções criminosas do País.

(Fotos: Marcos Augusto/Gazeta do Interior)

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