Polícia faz reconstituição de crime de missionária em São José do Rio Preto

Posted by at 15:07 Comments Print

Equipes da Polícia Civil e perícia, fizeram na manhã desta quarta-feira (29/03/2017), em São José do Rio Preto (SP), a reconstituição do assassinato da ajudante de serviços gerais Simone Lopes, de 31 anos. Ela foi encontrada morta e acorrentada à cama em uma chácara na zona rural da cidade.

Os dois homens que moravam na chácara está presos em Catanduva e foram levados pra Rio Preto pra fazer a reconstituição. um deles, Francisco Lopes Ferreira, de 64 anos, confessou o crime, mas o outro nega participação no assassinato. Os dois já cumpriam pena por estupro.

Simone fazia visitas frequentes à casa dos suspeitos, onde ensinava voluntariamente Francisco a ler e a escrever. Ela foi encontrada morta, seminua e presa com correntes à cama dele.

Peritos e policiais da Delegacia de Investigações Gerais chegaram à chácara por volta das 9h30. Os dois suspeitos foram levados ao local em viaturas separadas e participam, um de cada vez, da reconstituição. A imprensa foi impedida de acompanhar.

Do lado de fora, familiares e vizinhos da vítima, que era casada e tinha um filho de 11 anos, se reuniram em gritos de protesto, com cartazes onde pedem “justiça”. Inconformada, Edilene Alves de Moura, mãe da vítima, gritava “assassino” a cada vez que via um dos suspeitos dentro da chácara.

Para a irmã de Simone, a reconstituição do crime não alivia a dor da família. “Isso só faz a gente sentir mais dor. Representa uma vida que foi arrancada de nós, acabaram com a nossa família. Meu sobrinho tem feito xixi na cama, coisa que nunca fez. Ele não chora porque não quer deixar o pai triste. Ele sofre calado, porque quer cuidar do pai”, lamenta Suzane Lopes Facinni.

A reconstituição terminou por volta das 11h15. Após a saída dos suspeitos e dos peritos, a polícia liberou a entrada da imprensa e dos familiares no local do crime.

O crime:

Simone Lopes, de 31 anos, foi encontrada morta, seminua e acorrentada em uma cama com vários cadeados dentro de uma chácara na região rural de São José do Rio Preto (SP) no dia 12 de março. A vítima frequentava o local há cerca de quatro meses. Segundo a família, Simone ensinava Francisco Lopes Ferreira, de 64 anos, a ler e a escrever. No dia em que foi morta, ela daria aula para ele de ensino religioso.

Segundo os familiares, Simone saiu de casa às 11h e, no final da tarde, ainda não tinha voltado. A família ficou preocupada, e o marido foi até a chácara, mas o crime já tinha acontecido.

De acordo com o boletim de ocorrência, Simone estava seminua e foi presa com correntes que prendiam pés e mãos, todas fechadas com cadeados. A vítima ainda tinha ferimentos graves na cabeça. Uma marreta com marcas de sangue, possivelmente usada no crime, foi apreendida.

Segundo a polícia, Juvenal Pereira dos Santos, de 47 anos, que também mora na casa, foi quem chegou primeiro na cena do crime e chamou a polícia. Ele entregou aos investigadores a marreta. Já o aposentado que recebia a ajuda de Simone não estava no local.

Francisco, que confessou o crime, foi preso só no dia 20, após ser encontrado debilitado em um matagal no bairro Gonzaga de Campos. Ele estava foragido desde o dia do assassinato.

(Foto: Carla Squizatto)

Cidades Destaques Últimas Notícias , ,

Related Posts