Polícia diz que câmeras do banco de Nova Aliança estavam desligadas

Posted by at 11:00 Comments Print

A Polícia Civil de Nova Aliança pode não conseguir identificar os criminosos que instalaram uma dinamite no Banco do Brasil no dia 22 do mês passado. Isso por que nenhuma câmera de monitoramento da agência estava funcionando no momento da ação. O Grupo Ações Táticas Especiais (GATE) teve que vir de São Paulo para detonar o artefato no município.

Segundo o tenente da Polícia Militar, Wember Gomes Rodrigues, policiais faziam ronda bancária quando notou que a porta da agência estava aberta. “Era por volta de umas duas e meia da manhã quando os PM’s chegaram e viram que tinha uma dinamite sem explodir. O alarme da agência disparou e só foi encontrado um pé de cabra e uma toca ninja”, conta.

O que mais chama a atenção é a ousadia dos criminosos, pois a base da polícia fica a cerca de vinte metros do banco. O pavio da dinamite chegou a ser aceso pelos ladrões, mas não explodiu. O tenente acredita que sejam quadrilhas especializadas que já atuam na capital e que agora vem agindo no interior. “Esse tipo de crime tem se tornando muito comum em São Paulo e agora cada vez mais nas pequenas cidades do interior do Estado”.

Uma área de quatro quarteirões precisou ser interditada por causa dos riscos de explosão. Comerciantes em volta não abriram as portas e moradores no entorno não puderam sair para rua.

“Nunca vi isso. A gente sabe que aqui tem ladrão, mas não desse jeito”, fala a aposentada Rosa Floriano Puglia, de 79 anos que mora bem próximo da agência e diz que sempre mantém as portas fechadas mesmo durante o dia. “A gente nunca está seguro. Eu sempre deixo a porta fechada por medo”, diz.

O gerente do banco foi ao local, mas não falou sobre o assunto. O GATE chegou da capital era 14h, retirou o artefato e o colocou em uma mala especializada para bombas.

Dezenas de curiosos aglomeraram em volta da praça para ver o trabalho do grupo. Em seguida, a dinamite foi levada para uma propriedade rural perto de Nova Aliança para ser detonada. Em questão de segundos, quase um quilo de dinamite virou uma nuvem de poeira. Quatro homens do Grupo trabalharam na ação.

O sargento do esquadrão de bombas do GATE, Daniel Vieira Barbosa Porto, explica que a dinamite detonaria o caixa e as portas de vidro. “O artefato atingiria o objetivo dos criminosos. O artefato não explodiu por que houve uma falha, mas não podemos revelar qual foi essa falha. Infelizmente é uma ação que está se tornando comum, pois atendemos uma média de duas ocorrências por dia desse tipo”, explica.

No dia a Polícia Militar realizou buscas em cidades vizinhas, chegou a abordar um veículo com algumas pessoas suspeitas durante a madrugada, mas nenhum criminoso foi encontrado.

Segundo o delegado de Nova Aliança, Mauro Luis Truzzi Hotero, por não haver testemunha, imagens de câmera de segurança e vítima física, torna-se praticamente impossível solucionar o caso. “Se tivessem as imagens das câmeras do banco, poderíamos passar as características dos autores para outras Seccionais do Estado e tentar identificá-los. Sem isso estamos procurando agulha em palheiro. Agora contamos com a ajuda da polícia de Rio Preto que tenta identificar a quadrilha que roubou um a hipermercado da cidade recentemente, para tentarmos solucionar esse caso aqui de Nova Aliança”, diz.

Em nota, a assessoria de imprensa do Banco do Brasil disse que o caso está sendo investigado pelas autoridades policiais competentes e que suas agências possuem planos de segurança aprovados pela Polícia Federal. Questionada se as câmeras voltaram ou não à funcionar, a assessoria não respondeu.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)
(Matéria publicada na edição impressa da Gazeta do Interior do mês de junho de 2014)

Cidades Destaques Últimas Notícias , , ,

Related Posts