Polícia de Nova Aliança ouve três suspeitos por matança de animais

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A Polícia Civil de Nova Aliança ouviu três suspeitos sobre a matança de cachorros no último mês na cidade. Pelo menos dez cachorros e um gato foram envenenados com uma substância chamada chumbinho e o crime causou revolta na população.

Os crimes chocaram os moradores da cidade com quase 6 mil moradores. Animais de rua, outros de casa foram encontrados em situação de sofrimento e agonizando.

Segundo o delegado que cuida do caso, Ericson Salles Abufares, até agora três suspeitos foram ouvidos e um Termo Circunstanciado foi instaurado. Câmeras de segurança da praça e de outros comércios foram analisadas, onde foi possível a identificação.

“Por ser crime de menor potencial, instauramos o TC, onde ouvimos o suspeito, reunimos as provas e o juiz julga. Identificamos outros dois homens, onde também os ouvimos, mas uma testemunha afirma ter ouvido apenas um deles afirmando que mataria os animais”, disse.

Segundo a polícia, os suspeitos têm idades entre 48 e 58 anos, são moradores da cidade e dois deles trabalham como motoristas. O prazo para a conclusão do Termo é de 15 dias, após data do depoimento dos suspeitos.

“Crime de maus tratos prevê pena de um ano de prisão, além do pagamento de multa, porém como houve a morte do animal, a pena é aumentada em um terço. Assim que concluirmos, esse TC será encaminhado ao Ministério Público de Potirendaba que vai apurar o caso”, diz o delegado.

Até agora foram mortos dez cachorros e um gato, mas protetores de animais da cidade acreditam que este número possa ser ainda maior. Três cachorros de rua, três de uma chácara e um gato foram envenenados apenas em um dia.

Em entrevista ao portal Gazeta, o publicitário, Fabricio Sperandeo Haddad, disse que perdeu a Kika, o Branquinho e a Menina após o criminoso jogar o veneno chumbinho enrolado na carne dentro do quintal de sua chácara. Ele conta que na madrugada do dia 20/02, o cachorro de um vizinho dele também foi encontrado vítima de envenenamento.

“Eles usam o chumbinho que é um veneno de venda proibida, mas que mesmo assim é vendido aqui em Nova Aliança. Nós vamos identificar a loja que vendeu e entregar para a polícia, pois também responderá pelo crime”, explica.

O chumbinho é um produto clandestino, irregularmente utilizado como raticida. A substância não possui registro na Anvisa e em nenhum outro órgão de governo.

O publicitário acredita que o número de animais mortos seja ainda maior, pois alguns cachorros que vivem na rua e são tratados por moradores e inclusive pelo padre da cidade, podem ter morrido e ainda não foram encontrados. Alguns destes cachorros acompanhavam missas, casamentos e até frequentavam os comércios.

“Tem quatro que estão desaparecidos e que a cidade toda os ama e trata deles. Aqui em Nova Aliança tem algumas pessoas muito maldosas e eu não consigo entender o porquê fazem isso com animais indefesos. Nós já sabemos que se trata de mais de uma pessoa, inclusive uma delas já conseguimos identificar. Agora estamos analisando câmeras de casas e comércios e vamos conseguir punir estes criminosos”, fala Fabrício.

O caso também é acompanhado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente da cidade que adotou as providências necessárias sobre crime.

“Quem tiver mais informações sobre mais suspeitos e provas do crime deve entrar em contato com a gente para poder punir estes criminosos”, finaliza o delegado Ericson.

EDITORIAL

Ainda é difícil acreditar que o humano pode ser tão cruel a ponto de matar um animal indefeso. Às vezes nos esquecemos de que não somos dono de nada neste mundo, muito menos dos animais.

Estamos aqui, assim como eles, dividindo espaço uns com os outros e devemos respeitá-los. Felizes somos nós que eles não revidam e também não sai dando veneno para nós, nos abandonando, nos afogando em rios, nos espancando com vassouras e por aí vai.

É lamentável ainda vermos em noticiários cachorros sendo arrastados por carros, atirados de veículos em movimento, gatos sendo içados vivos por anzóis e outras crueldades que somente o homem é capaz de submeter um animal indefeso. Estamos usando neste editorial o exemplo do que o humano faz com os animais, mas ele é o bicho que não respeita  nada e nem ninguém, acha que está acima da lei e acima de tudo, que tudo pode fazer e acha que jamais será punido.

Infelizmente quem faz as leis é o próprio homem e por isso são brandas e quase sempre, quem comete tal atrocidade, nunca é punido. A pena para quem tira uma vida, independente se for humana ou animal, deveria ser a mesma.

Ninguém tem o direito de tirar a vida do próximo, muito menos por motivos tão torpes como temos visto nos últimos tempos. Brigas de trânsito, entre vizinhos, no bar, ou então no caso animal, porque ele fez xixi no tapete, ou então porque ele está velhinho demais e decidiram abandoná-lo.

São vários os registros de animais que são abandonados todos os meses em cidades aqui da nossa região. As pessoas que moram de aluguel em determinada casa, se mudam e deixam para trás os indefesos dos animais simplesmente porque não tem espaço na outra casa ou então porque se cansaram dos bichos.

O que presenciamos em Nova Aliança nos últimos dias é uma verdadeira chacina com requinte de crueldade e completamente planejada. A capacidade do ser humano em comprar um veneno proibido por lei, dissolvê-lo em um pedaço de carne para se tornar atrativo para matar o animal sem que ele reclame, ultrapassa todos os limites de crueldade de um humano e tal criatura jamais pode ser chamada de homem e sim de monstro.

Protetores e amigos dos animais, vocês tem do vosso lado a Gazeta!

(Reportagem publicada na edição impressa da Gazeta do Interior do mês de março de 2018)
(Foto: Divulgação)

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