Pirataria corre solta em feira livre de Potirendaba

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Bonés, óculos, roupas, relógios e principalmente DVD’s, muitos DVD’s, tudo produto pirateado ou trazido do país vizinho, Paraguai. Esses são alguns dos produtos encontrados em uma feira livre no centro de Potirendaba aos domingos.

Nossa reportagem visitou a feira por vários domingos e a quantidade de produtos ofertados é assustadora. Pelo menos cinco barracas contendo toda essa mercadoria foram flagradas pela equipe.

Para comercializar esse tipo de mercadoria em Potirendaba basta procurar o responsável pela feira e pagar uma taxa de apenas R$ 2,5 que é apenas para a limpeza da rua após o fim. Não sendo necessário emissão do alvará e nem declarar qual tipo de mercadoria você irá vender no local: aí então é que a pirataria rola solta.

Em uma das bancas questionamos o dono sobre a comercialização de DVD’s de filmes e músicas não serem originais. Sem saber que estava sendo gravado, ele afirma que é comum vender produtos piratas. “Todo mundo vende e não tem problema nenhum. Aqui em Potirendaba nunca teve fiscalização então a gente aproveita”, diz.

Nos cinco locais flagrados pela Gazeta, centenas de produtos contrabandeados ou pirateados estavam expostos nas bancas. As barracas mais frequentadas da feira são as que comercializam esses produtos falsificados.

“Eu nunca comprei nenhum DVD ou CD original. O preço que eles [revendedores] cobram somado ao imposto fica dez vezes mais caro que o pirata”, afirma um comprador de uma das bancas.

Potirendaba não é e nem será a única cidade do país a vender produtos piratas ou contrabandeados. Hoje são, aproximadamente, 70,2 milhões de consumidores de mercadorias falsificadas, no Brasil.

Porém, quem compra vira cúmplice dos que praticam os crimes de descaminho e contrabando. Se não houvesse compra, o crime não se sustentaria.

Para o capitão da Polícia Militar de José Bonifácio, Maurício Marques, de um modo geral, compete para todos os cidadãos fiscalizarem e denunciarem. “A Polícia Militar, a Polícia Civil e a Polícia federal podem monitorar esses pontos e deter esses vendedores. Se a policia é acionada, o procedimento é abordar e verificar”, diz.

Procuramos o responsável pela feira na cidade. Osmail Leane conta que também é feirante e não exige saber qual tipo de mercadoria a pessoa vai vender no local. “Eu não me responsabilizo pela mercadoria que cada um vende. Desde quando começou a feira em Potirendaba sempre o povo vendeu esses produtos”, fala.

(Foto: Gazeta do Interior)

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