Pesquisa revela que 8 em cada 10 pessoas gostariam mas não leem livros

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Jonas Garcia

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Uma enquete feita pela Gazeta revelou que 80% das pessoas entrevistadas não leem livros ou nem tem o hábito da prática da leitura. A Pesquisa foi realizada com pessoas de todas as idades no final do mês de maio, que entre os motivos citados por não ler, estavam canseira do dia a dia, falta de interesse ou de tempo livre.
Com base na pesquisa, os entrevistados disseram ter interesse na leitura, mas que o stress diário e várias tarefas acumuladas os impedem. Outros relataram que o máximo de leitura que fazem é de Gibis, histórias em quadrinhos, revistas pornográficas e de fofocas.
Segundo a bibliotecária Celina Fachin, (53), a internet é uma das principais vilãs desse resultado. “Com o surgimento da internet ou da informática em si, a informação começou a ser mais rápida, mais dinâmica e completa, além de ser de fácil acesso, tornando a leitura e pesquisa em livros algo mais demorado e que toma maior tempo da pessoa”. Diz
Mesmo com a era digital avassaladora, ainda podemos encontrar bons exemplos. Pedro Henrique Camargo Bertoni de apenas 7 anos lê em média de 6 à 7 livros por mês. “Além de ler os livros que a escola pede, ele é muito curioso e gosta de livros que falem sobre animais, charadinhas e games. Sempre que vamos ao shopping ele pede para comprar um novo”, diz Lidiane Camargo, (30), publicitária e mãe de Pedro.
“Procuro incentivar o máximo possível. Leio para ele. Acho que a leitura iniciada quando criança ajuda em muito quando adulto. Ler é prazeroso, porém é um gosto. Isso é dele mesmo, ele gosta muito de ler, tem interesse pela leitura. O Pedro é bastante curioso e através da leitura descobre o mundo, com isso já faz as lições sozinho, não preciso mandar, só me chama para conferir, engraçado que ele sempre falar que quer prestar o curso de medicina em Campinas. Tomara que continue assim”, diz a mãe aos risos.
Para a bibliotecária, o prazer pela leitura realmente vem de pequeno, influenciado pelos pais e pela escola. “Alguns professores dão como tarefa de casa a leitura e depois fazem provas ou trabalhos com questões sobre a história lida. De uma forma ou de outra, isso é um grande incentivo. A criança começa a pegar gosto pela leitura, a descobrir um novo mundo onde ela pode imaginar do jeito dela e não ter a imagem pronta como acontece nos filmes”, diz Celina.
A biblioteca municipal de Tabapuã, sempre recebe novos livros e mantém um público fiel de leitores, em sua maioria adulta. “Um livro serve de isca para outro e assim a leitura fica consequente. Bem como, a internet também pode ser uma boa aliada nesse propósito. ├Çs vezes, coloco no meu Facebook, um trecho de algum livro que esteja lendo e isso atrai a curiosidade das pessoas que vem em busca do livro”, comenta a bibliotecária que também é amante da leitura.
Questionada sobre a hipótese da eliminação dos livros, Celina foi categórica. “Olha, já tentei ler pelo computador, sei que tem também os E-books que possibilitam a leitura pelo Tablet, celular e etc, mas acho um pouco incômodo. Cansa a visão e não tem a mesma graça de pegar o livro na mão, folhear e etc. Acredito que os dois vão caminhar juntos. Quem gosta de tecnologia e se adequar vai preferir os E-books, os demais vão continuar com o bom e velho livro de papel”, diz.

(Foto: Jonas Garcia)

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