Período de estiagem já dura 74 dias em cidades aqui da região noroeste paulista

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Quinta-feira, 06 de agosto de 2020

A região noroeste do estado de São Paulo já enfrenta um período de 74 dias de estiagem. Além das consequências no campo, a falta de chuvas derruba também a umidade relativa do ar que tem atingido níveis alarmantes.

Segundo a Casa de Agricultura e Abastecimento de Potirendaba, a última chuva que caiu na cidade de grande volume ocorreu no dia 23/05/2020, onde choveu 36,3 milímetros. Isso significa que 36,3 litros de água de chuva se acumularam sobre uma superfície de área igual a 1 metro quadrado.

Deste então a nossa região enfrenta uma período de estiagem de 74 dias, com pancadas de chuvas isoladas que, segundo os especialistas, não são consideradas volumosas. Apesar da estiagem de já dura quase três meses, 2020 tem sido um ano melhor para chuvas do que 2019.

Nos meses de janeiro e fevereiro deste ano choveu 553,4 milímetros aqui na nossa região. No mesmo período do ano passado foi registrado 312,4 milímetros de chuva, uma diferença de 77,5% a mais de água no período mais chuvoso do ano.

Apesar de um começo de ano chuvoso, o período de estiagem de 2019 foi com mais chuvas do que o deste ano. Nos meses de maio, junho e julho do ano passado foram registrados 83 milímetros de chuvas.

Segundo Odécio Gonçalves, auxiliar de apoio agropecuário da Casa de Agricultura de Potirendaba, mesmo com uma longa estiagem, as lavouras estão caminhando conforme as expectativas.

“Estamos tendo um ano de colheitas produtivas, felizmente não tivemos grandes lavouras afetadas pela estiagem ou pelo excesso de chuvas. Então estamos tendo um ano tranquilo, conforme dentro do esperado”, explica.

Além das consequências no campo, na cidade a falta de chuvas derruba a umidade relativa do ar que tem atingido níveis alarmantes. Nesta última quarta (05), a umidade aqui na região de Rio Preto chegou a 15%.

Alertas emitidos pela Defesa Civil orientam a população para se cuidar nesse período, se hidratar e jamais descartar bitucas de cigarro e brasas onde há vegetação.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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