Pela metade: Obras de recape da rodovia Washington Luís foram feitas em apenas alguns trechos

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As obras de recape de uma das principais rodovias do país e que corta a nossa região, infelizmente só beneficiou apenas alguns trechos da Washington Luís. Os pontos mais críticos, como o trevo de Uchôa, por exemplo, não receberão obras de melhoria.

Para muitos, trafegar pela Washington Luís sempre foi sinônimo de conforto e segurança. Em 2002, 2003 e 2007 ela foi considerada a melhor estrada do Brasil. Em 2014 esse índice foi caindo e ela ficou em oitavo lugar.

De lá para cá a SP-310 então desapareceu das estatísticas das melhores e desde então o que tem se visto é duras críticas por parte dos usuários. Uma por ser uma das rodovias mais caras do Brasil e a com condições não tão boas assim.

A Washington corta cerca de 35 quilômetros dentro da área de circulação da Gazeta, passando por Cedral, Catiguá e Elisiário. Ela é administrada pela Concessionária AB Triângulo do Sol que tem atuação de Mirassol até São Carlos, porém a rodovia termina na cidade de Cordeirópolis (SP).

Em Catiguá está um dos pedágios mais caros da via custando R$ 14,90. Ida e volta pelo trecho administrado pela Concessionária o motorista vai precisar desembolsar R$ 109,40.

Nas últimas semanas obras de recuperação começaram as ser feitas, porém apenas a faixa da direita dos dois sentidos, norte e sul, receberam melhorias, porém em apenas alguns trechos delas. Em determinados locais, as ondulações no asfalto provocadas pelos pesos dos caminhões, como próximo aos motéis de Cedral, não foram recuperados.

Reclamação antiga dos usuários é o trevo de Uchôa que liga a Washington à rodovia Roberto Mario Perosa, SP-379. Também por causa do peso dos veículos e da qualidade asfáltica ruim, buracos e ondulações se formaram na subida da alça de acesso à rodovia.

washington luis (1)

Antônio Vicente Hipólito é motorista de um frigorífico de Guapiaçu e passa todos os dias pelo local. “Eu já presenciei mais de cinco caminhões tombados aqui de quanto eu passo aqui até hoje. Eu transporto frango e tenho medo que meu caminhão também tombe, pois é muito peso e o asfalto é ruim. Aí quem vai pagar meu prejuízo?”, questiona.

“Essa rodovia é uma vergonha, pedágio caro e cheia de ondulações”, reclama o usuário, Diogo Antonio.

Em nota, a concessionária AB Triângulo disse que está realizando as obras desde junho de 2015, com previsão de conclusão até junho de 2018. Disse ainda que no trecho que compreende a região de São José do Rio Preto, estão previstas mais intervenções entre os meses de setembro e dezembro deste ano e outra etapa de serviços no próximo ano.

As obras, segundo a Concessionária, tem um investimento total de R$ 223 milhões e elas consistem na execução de serviços de reciclagem das camadas inferiores para recomposição estrutural do pavimento, reparos profundos, fresagem e recomposição, drenos de pavimento, recapeamentos e micro revestimento asfáltico.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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