Passageiros voltam a viajar de ônibus por conta da crise

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Por causa da grave crise financeira no Brasil, muitos brasileiros que tinham trocado o ônibus pelo avião agora estão fazendo o caminho de volta. Em 2016 a migração para o transporte rodoviário chegou a 30% e o preço das passagens, que em alguns itinerários pode ser até 10 vezes mais baratos em relação ao transporte aéreo, é o maior atrativo para essa mudança.

Foram 15 meses seguidos de queda no volume de passageiros segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas. Segundo o levantamento do Ministério do Turismo, o MTur, a crise econômica, que tem abalado o setor de aviação, é um dos motivos apontados por 80% dos turistas nacionais, que passaram também a focar mais os destinos domésticos.

A pesquisa aponta ainda que essa é a maior procura por passagens de ônibus dos últimos cinco anos, chegando a 17,2% em maio de 2016. Os consumidores têm optado cada vez mais por regiões próximas à cidade de residência e com isso a procura do transporte rodoviário tem aumentado de volume, já que a escolha do meio de locomoção está intimamente ligada à distância do destino.

Para atrair ainda mais esse público, as empresas de ônibus investiram na modernização da frota e novos serviços, parecidos com os oferecidos pelas companhias aéreas, como: tela de TV para cada assento, wi-fi gratuito, e poltronas que viram camas, conforto que não pesa tanto no bolso de quem opta por viajar de ônibus.

Confira abaixo outros benefícios de viajar de ônibus:

Mais conforto

As viagens rodoviárias estão ficando cada vez mais confortáveis por conta da estrutura oferecida pelas viações, permitindo que o viajante descanse, relaxe e aproveite a viagem enquanto está na estrada. Isso porque existem diferentes tipos de ônibus que oferecem itens extras para o conforto do passageiro. O espaço entre os assentos é maior que os de avião, as poltronas são reclináveis, alguns tipos quase viram camas; nos ônibus noturnos as companhias oferecem cobertores e travesseiros; e algumas empresas trabalham também com lanche, TVs e Wi-Fi. Assim, você pode aproveitar bem o trajeto e chegar descansado para curtir sua viagem!

Embarque mais rápido

O tempo gasto na rodoviária com o check in de uma viagem é de aproximadamente 30 minutos enquanto nas companhias aéreas esse tempo chega a ser até 4 vezes maior. Basta ter o bilhete em mãos, aguardar poucos minutos o embarque e você já estará partindo.

Chegue a mais lugares

Além da pouca burocracia, os ônibus podem levar você aos lugares mais distantes do país, pois diversos destinos só são acessíveis de ônibus ou de carro e, por isso, não é possível chegar de avião. No Brasil, há 25 aeroportos de grande porte, enquanto que já são mais de 5 mil rodoviárias espalhadas pelas diferentes regiões do país.

Aprecie a paisagem

Pela janela de um ônibus você tem a oportunidade de apreciar diferentes cenários e ver de perto toda a beleza que há neles.

Pague muito menos

As viagens de ônibus costumam custar muito menos que o mesmo trajeto feito via ponte aérea, especialmente em roteiros de curta e média distância. Os preços das passagens de ônibus ficam ainda mais atrativos durante os períodos de alta temporada, quando as passagens aéreas ficam especialmente caras.

Outro ponto positivo, é que as passagens de ônibus mantêm sua regularidade de valor, independente da antecedência com que você compra o seu bilhete e não sofrem alterações de preços constantes como em passagens aéreas. Além disso, viajar de ônibus elimina gastos adicionais com pedágios, combustível e manutenções.

Reembolso certo

Diferentemente das empresas aéreas, é garantido ao passageiro a possibilidade de reembolso se o consumidor cancelar a viagem com um mínimo de 3 horas de antecedência. Você pode também trocar a data sem custo adicional, desde que se mantenha a empesa, o destino/trajeto e modalidade da passagem.

Bagagem

Em voos domésticos o limite de bagagem é de 23kg, enquanto nas viagens de ônibus você pode levar até 30kg no bagageiro e os mesmos 5kg na mala de mão. Outra questão é quanto ao extravio de bagagem, mesmo com paradas em diversas cidades, a possibilidade de perda é bem menor se comparada ao deslocamento aéreo.

(Foto: Divulgação)

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