“Pare, olhe e escute”, você corre risco todos os dias e não sabe

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Os trens que cortam o Brasil e que levam o progresso de norte a sul do país estão sendo vistos como grandes vilões por onde passam. Diariamente 15 composições atravessam a cidade de Cedral e coloca a vida de milhares de moradores em risco aqui na nossa região. As composições carregadas com combustíveis, além de causarem graves acidentes nos cruzamentos, também podem provocar explosões que podem matar centenas de moradores próximos.

Nas travessias de automóveis, apenas duas placas avisam sobre o risco da linha férrea no cruzamento de Cedral. Os moradores imploram apenas pela instalação de uma cancela para evitar acidentes, mas o que eles não sabem, é que, além dos acidentes, um descarrilamento desses monstros dentro da malha urbana pode ser fatal.

Com milhões de litros de etanol, gasolina e óleo diesel, os vagões cortam a cidade todos os dias. O que muita gente não sabe é que, esse ΓÇÿprogressoΓÇÖ, põe em risco a vida de centenas de pessoas diariamente. Flavio Ortunho que é engenheiro, explica que um descarrilamento poderia causar, além de um enorme dano ambiental, a morte de milhares de moradores próximos.

“É uma bomba relógio. Próximo da linha férrea existe muitas casas, e, com a quantidade de produtos inflamáveis transportados nesses vagões, um acidente dentro da cidade, sem dúvida, pode matar muita gente”, explica Flavio.

A reportagem da Gazeta do Interior esteve em um dos cruzamentos em Cedral e pôde flagrar o desrespeito das pessoas ao atravessar a linha férrea que tem uma sinalização precária. A ação mais comum foi vê-los atravessando a passagem em nível sem, sequer, parar ou olhar para os lados durante a travessia.

A locomotiva avisa com sinal sonoro até cem metros antes do cruzamento, mas motoristas, assim que escutam o trem se aproximando, aceleram o carro para atravessarem antes da chegada das composições.

Falta de segurança aliada à imprudência deixam marcas. Leandro Milani, de 28 anos, mora ao lado da linha e tem um filho de sete e uma filha de quatro anos. Ele fala que tem medo pelos filhos estarem muito próximos aos trens e pede por mais segurança.

“O correto seria fazer um pontilhão, mas como é inviável essa obra, uma cancela já seria suficiente”, diz. “├Ç noite o perigo é maior, quando parece que não tem ninguém atravessando e os acidentes acontecem”, completa Milani.

Em nota, a ALL (América Latina Logística) informou que não muda em nada se motoristas e pedestres continuarem não respeitando a preferência da linha férrea. A nota afirma ainda que as cancelas não são itens obrigatórios de segurança, e, que constantemente sofrem ação de vândalos o que impossibilita sua utilização e compromete sua confiabilidade.

A manutenção e sinalização, conforme previsão do Regulamento dos Transportes Ferroviários, em seu artigo 10º, ┬º 4º, aprovado pelo Decreto 1.832, de 4 de março de 1996, da passagem de nível é responsabilidade da via mais recente, ou seja, da cidade de Cedral que se desenvolveu no meio da linha férrea. Caberia então ao município implantar a cancela e manter a sinalização necessária da via.

O departamento de engenharia da prefeitura de Cedral informou por telefone que uma reivindicação deve ser feita por parte dos moradores relatando a falta de segurança do cruzamento para que o poder público possa tomar algum tipo de providência.

(Foto: Diogo De Mamam)

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