Pais de Bady Bassitt fazem abaixo assinado para poder matricular filhos em escola estadual

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Pais de alunos de Bady Bassitt estão realizando um abaixo assinado para poder matricular seus filhos em uma escola da rede estadual de ensino. Para o ano letivo de 2020, apenas 103 alunos poderão ser matriculados na Escola Estadual Professora Aurea de Oliveira.

No começo deste ano a Gazeta mostrou que Coordenadoria Municipal de Educação enviou um ofício à Diretoria de Ensino de São José do Rio Preto comunicando que manteria os alunos do Ensino Fundamental II no município. Diante da insatisfação de pais e professores, o município voltou atrás e autorizou a escola estadual a ficar com parte dos alunos.

Nesta última terça-feira (12/11/2019), pais decidiram criar um abaixo assinado virtual onde já foram coletadas mais de 70 assinaturas pedindo para que os filhos sejam matriculados na Escola Estadual.

“Nós, abaixo assinado, manifestamos a nossa insatisfação com a Coordenadoria da Educação de Bady Bassitt-SP, ao determinar de maneira ditatorial onde cada criança deve ser matriculada, sem levar em consideração os anseios da população, bem como onde fica melhor para cada um. Queremos o direito de matricular nossos filhos na escola que melhor atenda as nossas necessidades como cidadãos, já que a Escola Estadual Profª Aurea de Oliveira, tem condições e espaço físico para atender a demanda, enquanto a Escola João Matheus Telles de Menezes ficará com superlotação por um capricho da coordenadoria da Educação. Essa atitude prejudica os alunos, com consequente redução do IDEB do município. Temos o direito a educação e educação de qualidade”, diz o documento.

De acordo com a diretora da escola Aurea de Oliveira, Silmara Teixeira, apenas 103 alunos, das mais de 11 salas de aula que vão para o 7º ano, serão acolhidos no estado. “Infelizmente o Estado não ouve os diretores de escola que está todos os dias conversando com pais, alunos e professores. Nós temos capacidade para abrigar mais alunos, mas com essa decisão vamos ficar o ano todo sem nenhuma vaga. Ainda temos que considerar que Bady Bassitt está em plena expansão e que vários conjuntos de casa estão sendo entregues”, comenta.

Pais ouvidos pela Gazeta afirmam que a lista enviada à escola Aurea possui os nomes dos alunos que já deverão ser matriculados, não dando a opção de escolha aos pais.

“Meu filho mora do lado do João Matheus e eu queria que ele estudasse aqui, mas ele está na lista para ser matriculado na escola estadual que fica bem mais longe da minha casa. Fomos informados de que o município escolheu os melhores alunos e deixou os piores para o estado”, afirma uma mãe que prefere não ser identificada.

Paralelamente, várias das crianças indicadas para o João Matheus residem no entorno do Aurea.

Em nota, a Coordenadoria Municipal de Educação de Bady Bassitt disse que a demanda atual de alunos prevista para 2020 é muito superior ao ofertado pelo estado, pois somente na escola Nice Beolchi são 117 alunos, quantidade já superior ao ofertado.

Trecho da nota a Coordenadoria afirma que assumiu o compromisso de atender aos alunos do sétimo ano que tenham residência próximo a Escola João Mateus Telles de Menezes, deixando as vagas do Áurea de Oliveira para os alunos que moram próximos a escola estadual.

“Informamos que nem a Coordenadoria e nem a Prefeitura se opõem a alunos se matricularem nos sétimos anos do estado, estamos apenas cumprindo nossa parte do Regime de Colaboração existente entre estado e município. Todos os dados dos alunos estão inseridos no Sistema Estadual da Secretaria Escolar Digital e os alunos são direcionados a escola de acordo com sua geolocalização pelo próprio sistema”, diz trecho do documento.

A nota diz ainda que no mês de outubro, uma pesquisa de satisfação foi realizada junto aos pais dos alunos dos sextos anos do município, onde obteve um resultado de aprovação de mais de 95% dos pais.

“Quanto ao abaixo assinado que circula em redes sociais, esta Coordenadoria reconhece o direito dos pais a se manifestarem e se coloca a disposição da população para atendê-los, e acreditamos que esse documento possa ser útil na cobrança de uma oferta maior por parte do Estado”, finaliza a Coordenadoria.

A assessoria de imprensa do Estado também ainda não respondeu nossos questionamentos.

(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior-arquivo)

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