Pacientes com COVID-19 serão identificados com pulseiras em Tabapuã (SP)

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Quarta-feira, 07 de abril de 2021

Pacientes com suspeita ou infectados com COVID-19 serão identificados através de pulseiras, em Tabapuã (SP). A medida entrou em vigor nesta última terça-feira (06/04/2021), e prevê multa de R$ 300,00 para quem desrespeitar.

O decreto municipal publicado no último dia 23/03, estabeleceu a identificação de pacientes suspeitos ou infectados com o coronavírus com pulseiras coloridas. Ao procurar atendimento com sintomas da doença, o cidadão receberá uma pulseira de cor amarela, que poderá ser substituída por uma da cor vermelha, caso o teste laboratorial comprove a infecção.

As pulseiras indicam que aquele paciente deverá permanecer em isolamento até receber alta e somente o médico responsável poderá recolher a identificação. A prefeitura prevê uma multa de R$ 300 caso o paciente retire a pulseira por conta própria.

A autuação será dada, caso o cidadão seja flagrado em locais públicos, violando o isolamento. Fotos e vídeos poderão ser usados para comprovar o descumprimento do decreto municipal.

Até o último boletim epidemiológico divulgado dia 05/04, Tabapuã possuía 931 casos positivos e 28 mortes provocadas pela doença. 72 pacientes estão em isolamento domiciliar e 9 internados. Do total, 262 estão em isolamento por suspeita da doença ou por ter tido contato com algum paciente infectado.

Segundo o Coordenador de Saúde da cidade, Fernando Fachin Franzoti, a medida foi tomada devido ao descumprimento de isolamento social de pessoas infectadas com a doença.

“Muitos pacientes com suspeita ou positivas com a doença infelizmente não estão cumprindo o isolamento social e isso faz com que o outras pessoas sejam contaminadas. Essa medida é para evitar esse desrespeito e pedimos, encarecidamente, a colaboração de todos nesse momento tão difícil”, explica.

O paciente que desrespeita o isolamento social comete crime contra a saúde pública, conduta prevista no artigo 131 do Código Penal, com pena prevista de prisão de um mês a um ano.

Além das pulseiras, a prefeitura intensificou a fiscalização de comércio, chácaras, residências e demais localidades do município. Tabapuã sofre com o avanço da doença, onde uma idosa, de 73 anos, infelizmente acabou morrendo no hospital da cidade por falta de vaga em leito de UTI.

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(Foto: Luiz Aranha/Gazeta do Interior)

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